Albumin Replacement Therapy in Septic Shock — A Ra
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Albumin Replacement Therapy in Septic Shock — A Randomized C

A reposição de albumina 20% em pacientes com choque séptico não reduziu a mortalidade em 90 dias, com taxas de 43,3% no grupo de albumina e 45,9% no grupo controle. O estudo foi encerrado precocemente devido à baixa taxa de inclusão, resultando em conclusões inconclusivas. A albumina foi considerada segura, mas não deve ser adotada como rotina até novos estudos que confirmem sua eficácia.

Choque & Hemodinâmica 📄 Resumo de estudo 🏥 UTI / Emergência
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Visão geral

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📄 Identificação

Título: Albumin Replacement Therapy in Septic Shock: A Randomized Clinical Trial (ARISS)

Autores: Yasser Sakr, Axel Nierhaus, Ulrike Schumacher et al. (SepNet Critical Care Trials Group)

Periódico: JAMA | Ano: 2026 | DOI: 10.1001/jama.2026.0... (publicado em 2026)

Tipo: RCT Multicêntrico, Open-label

§ 03

🎯 Mensagem Principal

A reposição de albumina 20% para manter níveis séricos ≥ 3,0 g/dL em pacientes com choque séptico foi segura, mas não reduziu a mortalidade em 90 dias (43,3% vs 45,9%; p = 0,71). O estudo foi encerrado precocemente por baixa taxa de inclusão, tornando os resultados inconclusivos. Estudos adicionais são necessários antes de abandonar ou adotar esta estratégia.
§ 04

📊 Visão Geral

AspectoDetalhe
ObjetivoAvaliar o impacto da administração de albumina nos desfechos de pacientes com choque séptico
População440 adultos com choque séptico em 23 UTIs alemãs
IntervençãoAlbumina 20% para manter albumina sérica ≥ 3,0 g/dL por até 28 dias
ControleTerapia hídrica padrão com cristaloides
Desfecho PrimárioMortalidade em 90 dias
ConclusãoAlbumina não melhorou a sobrevida em 90 dias; resultados inconclusivos por encerramento precoce
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🔬 Metodologia

Desenho

  • Tipo: RCT multicêntrico, open-label
  • Período: Outubro de 2019 a Maio de 2022
  • Local: 23 UTIs na Alemanha
  • Ética: Aprovado pelas autoridades federais; relatório estatístico finalizado em Dezembro de 2023
  • Participantes

  • Inclusão: Adultos com choque séptico, admitidos dentro de 24 horas do início do choque
  • Exclusão: Não especificados em detalhe no resumo disponível
  • N Total: 440 randomizados (222 albumina / 218 controle)
  • Perfil: Mediana de idade 69 anos [IQR 59–78]; 65,9% do sexo masculino
  • Intervenções

    Grupo Protocolo: Albumina 20% administrada para manter albumina sérica ≥ 3,0 g/dL por até 28 dias na UTI.

    Grupo Controle: Administração de fluidos padrão com cristaloides.

    Análise Estatística

  • Desfecho Primário: Mortalidade em 90 dias (análise por intenção de tratar)
  • Testes: Risco relativo com IC 95%; qui-quadrado
  • Significância: p < 0,05
  • § 06

    📈 Resultados Principais

    Desfecho Primário — Mortalidade em 90 dias

    GrupoMortalidadeRisco RelativoIC 95%p-valor
    Albumina43,3% (91/210)0,940,76–1,170,71
    Controle45,9% (96/209)

    Interpretação: Ausência de diferença estatisticamente significativa. O intervalo de confiança amplo reflete o encerramento precoce do estudo (baixa taxa de recrutamento).

    Desfechos Secundários

    DesfechoResultado
    Mortalidade em 28 diasSem diferença significativa
    Mortalidade em 60 diasSem diferença significativa
    Mortalidade hospitalarSem diferença significativa
    Disfunção/falência orgânicaSem diferença significativa
    Volume total de fluidosNão reportado no resumo disponível
    Duração de UTI e hospitalSem diferença significativa

    Eventos Adversos

    Albumina foi considerada segura. Nenhum evento adverso grave adicional atribuível à intervenção foi reportado.

    § 07

    💡 Pontos de Destaque

    ✅ Forças

  • Delineamento RCT com randomização e comparação de grupos basais equivalentes
  • Multicêntrico (23 UTIs), aumentando validade externa dentro da Alemanha
  • Seguimento de 90 dias, adequado para o desfecho
  • Registro prospectivo e relatório estatístico pré-especificado
  • ⚠️ Limitações

  • Encerramento precoce por baixa taxa de inclusão — poder estatístico insuficiente
  • Open-label: impossível cegar a intervenção (albumina vs cristaloide)
  • Contexto europeu (Alemanha): limitações de generalização para outros sistemas de saúde
  • Ausência de subgrupos pré-especificados com maior poder de resposta
  • § 08

    🏥 Aplicabilidade Clínica

    Para quem: Intensivistas que manejam choque séptico em UTI

    Quando: Pacientes com choque séptico e hipoalbuminemia (albumina < 3,0 g/dL)

    RecomendaçãoAção Prática
    Albumina é segura no choque sépticoPode ser utilizada sem receio de dano direto
    Não há evidência de benefício de mortalidadeNão adotar como rotina até novos estudos
    Aguardar estudos maioresDiscutir uso individualizado em pacientes selecionados

    Cautelas: Não utilizar albumina como estratégia sistemática de reposição em choque séptico com base neste estudo isolado. Resultados inconclusivos por encerramento precoce.

    § 09

    🔄 Fluxograma: Decisão sobre Albumina no Choque Séptico

    ⚙️ Fluxograma
    flowchart TD
        A[Paciente com Choque Séptico] --> B{Albumina sérica\\n< 3,0 g/dL?}
        B -->|Sim| C{Indicação clínica\\nindividualizada?}
        B -->|Não| D[Cristaloide padrão\\nConforme protocolo sepse]
        C -->|Sim - ex: cirrose, desnutrição grave| E[Albumina 20%\\nAlvo: albumina ≥ 3,0 g/dL]
        C -->|Não - choque séptico isolado| F[Evidência ARISS:\\nSem benefício de mortalidade\\nUsar cristaloide]
        E --> G[Monitorar albumina sérica\\ne desfechos clínicos]
        F --> G
        G --> H[Reavaliar em 24-48h]
    
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    § 10

    📚 Contexto na Literatura

    Relação com evidências prévias:

  • ALBIOS trial (2014, NEJM): Albumina 20% em sepse → sem redução de mortalidade em 28 dias, mas redução de mortalidade em 90 dias em subgrupo de choque séptico. O ARISS tentou confirmar esse achado e não o replicou.
  • SAFE trial: Albumina vs salina em UTI geral → equivalente na mortalidade.
  • Meta-análises prévias: Sinalizavam possível benefício em choque séptico, motivando o ARISS.
  • Estudos relacionados:

  • ALBIOS (NEJM 2014): benefício de subgrupo em choque séptico, não confirmado no ARISS
  • CRISTAL (JAMA 2013): Coloides vs cristaloides em pacientes críticos — sem diferença
  • § 11

    🔮 Implicações Futuras

    Perguntas não respondidas:

  • Existe subgrupo de choque séptico (ex: com hipoalbuminemia grave < 2 g/dL) que se beneficia?
  • Qual o papel da albumina como intervenção precoce (primeiras 6h)?
  • Monitorização contínua de albumina sérica muda desfechos?
  • Pesquisa futura: RCT maior com poder adequado, focado em fenótipos específicos de choque séptico com hipoalbuminemia grave.

    § 12

    📖 Referência ABNT

    SAKR, Y. et al. Albumin Replacement Therapy in Septic Shock: A Randomized Clinical Trial. JAMA, 2026. SepNet Critical Care Trials Group. Disponível em: https://jamanetwork.com

    § 13

    📝 Lista de Abreviaturas

    SiglaSignificadoObservação
    RCTRandomized Controlled Trial (Ensaio Clínico Randomizado)Tipo de estudo
    ARISSAlbumin Replacement Therapy in Septic ShockNome do trial
    UTIUnidade de Terapia IntensivaTermo consolidado em português
    IC 95%Intervalo de Confiança 95%Estatística
    IQRIntervalo InterquartilEstatística descritiva
    SOFASequential Organ Failure AssessmentScore de disfunção orgânica
    § 14

    🏷️ Tags

    #sepse #choque-séptico #albumina #RCT #UTI #ressuscitação #fluidos

    ⚙️ Fluxograma
    mindmap
      root((Albumina no\\nChoque Séptico\\nARISS 2026))
        🎯 Mensagem Principal
          Albumina SEGURA
          Sem redução de mortalidade
          Estudo encerrado precocemente
          Resultados inconclusivos
        🔬 Metodologia
          RCT multicêntrico
          440 pacientes
          23 UTIs - Alemanha
          Albumina 20% vs cristaloide
        📊 Resultados
          Mortalidade 90d
            Albumina 43,3%
            Controle 45,9%
            p = 0,71 - NS
          Desfechos secundários
            Sem diferença significativa
        💡 Pontos-Chave
          Forças
            RCT bem desenhado
            Seguimento 90 dias
          Limitações
            Encerramento precoce
            Poder insuficiente
            Open-label
        🏥 Aplicabilidade
          Não como rotina em sepse
          Uso individualizado possível
          Aguardar estudos maiores

    Fim do Resumo

    Refs

    Referências