Epidemiologia em números
Da prevalência na admissão à recidiva após a alta — a FA no paciente crítico está longe de ser benigna.
Algoritmo de decisão por cenário
Selecione o perfil hemodinâmico do paciente para ver a conduta recomendada passo a passo.
Antiarrítmicos: quando usar cada um
Seis opções, contextos diferentes. O verde indica preferência de cenário, o âmbar pede cautela e o vermelho marca contraindicação.
Mais usada. RS variável (18–94%). Útil em FE reduzida.
Lento p/ FC · hipotensãoSéptico com FE≥40% + AE não dilatado (LAVI<40): RS 72,8% vs amiodarona 67,3% (Balik et al.).
Contraindicada: FE<40%Controle rápido de FC sem piorar a pressão arterial. RCT Landi-SEP 2024.
Disponibilidade limitada no BRFC: 64% vs amiodarona 25% em 40 min. Início ultra-rápido e meia-vida de minutos.
Broncoespasmo · FE reduzidaEstável com FE≥40%. HR 0,59 para mortalidade em 90 dias na sepse (MIMIC III).
1ª escolha no estávelNão inferior à amiodarona para controle de ritmo. Menos bradicardia e hipotensão. Opção em FE↓.
Janela estreita · ajuste na IRATake-home: fazer × não fazer
Os quatro princípios que resumem o manejo da FA na doença crítica.
✓Fazer
- Buscar e tratar a causa de base
- Usar ecocardiografia (POCUS) antes de decidir
- Estratégia catecholamine-sparing em sepse
- Organizar seguimento pós-alta (recidiva ~32% em 1 ano)
✕Não fazer
- Assumir FA como benigna na UTI
- Cardioverter sem corrigir os gatilhos
- Anticoagular rotineiramente nas primeiras 48 h
- Usar CHA₂DS₂-VASc isolado no paciente séptico