BLOOD GAS ANALYSIS · Clinical review GASOMETRIA · Revisão clínica
● Review · Medicine International 2026 ● Revisão · Medicine International 2026

Blood gas analysis: from the bedside to closed-loop AI Gasometria: do leito à IA em malha fechada

A practical, evidence-based tour of blood gas analysis — physiology, the CLEAR interpretation algorithm, venous vs. arterial sampling, and the emerging world of AI-assisted, closed-loop critical care.

Um percurso prático e baseado em evidências sobre gasometria — fisiologia, o algoritmo de interpretação CLEAR, coleta venosa vs. arterial e o mundo emergente da terapia intensiva em malha fechada assistida por IA.

Acid–baseEquilíbrio ácido-base Respiratory failureInsuficiência respiratória AI in the ICUIA na UTI v-TAC · CLEAR · MUDPILES
Chapter 1Capítulo 1

The physiology behind every numberA fisiologia por trás de cada número

Blood gas analysis is the rapid window into how the lungs and kidneys keep the body's chemistry stable. Four parameters carry most of the message: pH, PaO₂ (partial pressure of oxygen), PaCO₂ (partial pressure of carbon dioxide) and HCO₃⁻ (bicarbonate).

The key insight is counter-intuitive: pH does not depend on the absolute amount of acid or base, but on the ratio between bicarbonate and dissolved CO₂. The Henderson–Hasselbalch equation formalizes this. Think of it as a see-saw — what matters is the balance between the two sides, not how much weight sits on the plank.

CO₂ is a volatile acid governed by the lungs; HCO₃⁻ is the metabolic counterweight governed by the kidneys. Breathing tunes one side in seconds; the kidney tunes the other over hours to days.

Inside red blood cells, the enzyme carbonic anhydrase accelerates the conversion of CO₂ and water into carbonic acid, which dissociates into HCO₃⁻ and hydrogen ions — the chemistry that lets the blood buffer acid loads almost instantly.

A gasometria é a janela rápida para entender como pulmões e rins mantêm estável a química do corpo. Quatro parâmetros carregam quase toda a mensagem: pH, PaO₂ (pressão parcial de oxigênio), PaCO₂ (pressão parcial de gás carbônico) e HCO₃⁻ (bicarbonato).

A ideia central é contraintuitiva: o pH não depende da quantidade absoluta de ácido ou base, mas da razão entre o bicarbonato e o CO₂ dissolvido. A equação de Henderson–Hasselbalch formaliza isso. Pense em uma gangorra — o que importa é o equilíbrio entre os dois lados, não quanto peso há sobre a tábua.

O CO₂ é um ácido volátil governado pelos pulmões; o HCO₃⁻ é o contrapeso metabólico governado pelos rins. A respiração ajusta um lado em segundos; o rim ajusta o outro em horas a dias.

Dentro das hemácias, a enzima anidrase carbônica acelera a conversão de CO₂ e água em ácido carbônico, que se dissocia em HCO₃⁻ e íons hidrogênio — a química que permite ao sangue tamponar cargas ácidas quase instantaneamente.

pH

7.35–7.45. The tightly defended ratio of HCO₃⁻ to CO₂.

7,35–7,45. A razão entre HCO₃⁻ e CO₂, defendida com rigor.

PaO₂

75–100 mmHg. Reflects the oxygenation capacity of arterial blood.

75–100 mmHg. Reflete a capacidade de oxigenação do sangue arterial.

PaCO₂

35–45 mmHg. The ventilatory dial — how well CO₂ is being cleared.

35–45 mmHg. O termômetro ventilatório — quão bem o CO₂ é eliminado.

Base excess

The metabolic component — a surplus or deficit of bases.

O componente metabólico — excesso ou déficit de bases.

The buffer trioO trio tampão

Three buffer systems share the load. The bicarbonate/carbonic-acid system is the main one — an "open" system, because the lungs continually vent CO₂ and the kidneys reabsorb HCO₃⁻, so it never saturates. The phosphate buffer is modest in plasma but important inside cells. Proteins, especially hemoglobin, buffer heavily thanks to their amphoteric nature and high concentration.

On the renal side, type A and type B intercalated cells in the collecting duct switch between secreting hydrogen ions and reabsorbing bicarbonate, adapting to whatever the body's pH demands.

Três sistemas tampão dividem a carga. O sistema bicarbonato/ácido carbônico é o principal — um sistema "aberto", porque os pulmões expelem CO₂ continuamente e os rins reabsorvem HCO₃⁻, de modo que ele nunca satura. O tampão fosfato é modesto no plasma, mas importante no meio intracelular. As proteínas, sobretudo a hemoglobina, tamponam fortemente graças à sua natureza anfótera e alta concentração.

No lado renal, as células intercaladas tipo A e tipo B do ducto coletor alternam entre secretar íons hidrogênio e reabsorver bicarbonato, adaptando-se ao que o pH do corpo exigir.

Chapter 2Capítulo 2

Where it earns its keepOnde ela prova seu valor

Arterial blood gas (ABG) remains the gold standard for assessing oxygenation, ventilation and acid–base status — and despite less invasive alternatives, it keeps a central role in critical settings.

A gasometria arterial (GA) permanece o padrão-ouro para avaliar oxigenação, ventilação e estado ácido-base — e, apesar de alternativas menos invasivas, segue com papel central em cenários críticos.

Critical illnessPaciente crítico

ICU & ED: sepsis, ARDS, shock.

UTI e PS: sepse, SDRA, choque.

Detects hypoxia, hypercapnia and lactic acidosis early, guiding oxygen therapy, ventilatory support and prognosis.

Detecta precocemente hipóxia, hipercapnia e acidose láctica, orientando oxigenoterapia, suporte ventilatório e prognóstico.

Respiratory diseaseDoença respiratória

COPD & asthma.

DPOC e asma.

In COPD, reveals chronic hypoxemia and CO₂ retention, supporting home oxygen or NIV decisions; in severe asthma, flags impending respiratory failure in time to act.

Na DPOC, revela hipoxemia crônica e retenção de CO₂, embasando decisões de oxigênio domiciliar ou VNI; na asma grave, sinaliza insuficiência respiratória iminente a tempo de agir.

Metabolic disordersDistúrbios metabólicos

DKA, renal failure, lactic acidosis.

CAD, insuficiência renal, acidose láctica.

Combining pH, PaCO₂, HCO₃⁻, base excess and anion gap lets clinicians classify the disorder, judge compensation and unmask mixed disturbances.

Combinar pH, PaCO₂, HCO₃⁻, excesso de base e ânion-gap permite classificar o distúrbio, julgar a compensação e desmascarar distúrbios mistos.

Ventilator tuningAjuste do ventilador

Mechanical ventilation.

Ventilação mecânica.

Guides FiO₂, tidal volume, respiratory rate and PEEP. The PaO₂/FiO₂ ratio grades ARDS severity and tailors the strategy.

Orienta FiO₂, volume corrente, frequência respiratória e PEEP. A relação PaO₂/FiO₂ gradua a gravidade da SDRA e personaliza a estratégia.

Editorial note:Nota editorial: the source text prints "PaCO₂/FiO₂ ratio" when describing ARDS severity; the established Berlin metric is the PaO₂/FiO₂ ratio, used here to avoid propagating an apparent typo.o texto original imprime "relação PaCO₂/FiO₂" ao descrever a gravidade da SDRA; a métrica consagrada (critério de Berlim) é a relação PaO₂/FiO₂, adotada aqui para não propagar um aparente erro de digitação.

Chapter 3Capítulo 3

Reading the gas: the CLEAR algorithmLendo a gaso: o algoritmo CLEAR

Interpretation must be systematic to avoid errors. The first move is the pH: below 7.35 means acidemia, above 7.45 means alkalemia. A normal pH does not rule out a disorder — it may simply be compensated.

The review organizes the process into the CLEAR mnemonic:

A interpretação precisa ser sistemática para evitar erros. O primeiro passo é o pH: abaixo de 7,35 indica acidemia; acima de 7,45, alcalemia. Um pH normal não exclui distúrbio — ele pode estar apenas compensado.

A revisão organiza o processo no mnemônico CLEAR:

CLEAR — five sequential checkpoints
CLEAR — cinco verificações sequenciais
  • Check oxygenation.Check (cheque a oxigenação). Is PaO₂ adequate? If not, assess respiratory failure.A PaO₂ está adequada? Se não, avalie insuficiência respiratória.
  • Look at pH.Look (olhe o pH). Acidemia, alkalemia, or normal/compensated?Acidemia, alcalemia ou normal/compensado?
  • Evaluate compensation.Evaluate (avalie a compensação). Are the primary and compensatory changes appropriate?As alterações primária e compensatória são apropriadas?
  • Assess anion gap.Assess (avalie o ânion-gap). If elevated (>16), think MUDPILES.Se elevado (>16), pense em MUDPILES.
  • Review for mixed disorders.Review (revise distúrbios mistos). Two imbalances may coexist and distort the picture.Dois distúrbios podem coexistir e distorcer o quadro.

Identifying the primary disorder. Look at PaCO₂ and HCO₃⁻. If PaCO₂ moves in the same direction as pH, the origin is respiratory; if HCO₃⁻ follows pH, the origin is metabolic. Compensation aims to restore pH but is rarely complete; empirical formulas (like Winter's) tell you whether the compensation seen is the compensation expected.

The anion gap [AG = Na⁺ − (Cl⁻ + HCO₃⁻)] splits metabolic acidosis in two. A high AG points to added acid — DKA, lactic acidosis, renal failure. A normal AG points to bicarbonate loss — gastrointestinal or renal.

Identificando o distúrbio primário. Observe PaCO₂ e HCO₃⁻. Se a PaCO₂ se move na mesma direção do pH, a origem é respiratória; se o HCO₃⁻ acompanha o pH, a origem é metabólica. A compensação busca restaurar o pH, mas raramente é completa; fórmulas empíricas (como a de Winter) dizem se a compensação observada é a esperada.

O ânion-gap [AG = Na⁺ − (Cl⁻ + HCO₃⁻)] divide a acidose metabólica em duas. Um AG alto aponta para ácido adicionado — CAD, acidose láctica, insuficiência renal. Um AG normal aponta para perda de bicarbonato — gastrointestinal ou renal.

◆ Mnemonic — MUDPILES (high anion gap) ◆ Mnemônico — MUDPILES (ânion-gap alto)

Methanol · Uremia · Diabetic ketoacidosis · Propylene glycol · Iron / Isoniazid · Lactic acidosis · Ethylene glycol · Salicylates.

Metanol · Uremia · Diabética (cetoacidose) · Propilenoglicol · Iferro/Isoniazida · Láctica (acidose) · Etilenoglicol · Salicilatos.

CLEAR systematic ABG interpretation flowchart / Fluxograma de interpretação sistemática da gasometria pelo método CLEAR
Figure 1. Systematic ABG interpretation flowchart using the CLEAR approach (Check oxygenation, Look at pH, Evaluate compensation, Assess anion gap, Review for mixed disorders). Color coding separates normal, acidotic, alkalotic and mixed-disorder pathways; the MUDPILES box supports rapid identification of high–anion-gap causes. Original figure reproduced from Sanagustín & Osredkar (2026), CC BY 4.0. Figura 1. Fluxograma de interpretação sistemática da gasometria pelo método CLEAR (Cheque a oxigenação, Olhe o pH, Avalie a compensação, Avalie o ânion-gap, Revise distúrbios mistos). As cores separam as vias normal, acidótica, alcalótica e de distúrbio misto; o quadro MUDPILES auxilia a identificação rápida de causas de ânion-gap alto. Figura original reproduzida de Sanagustín & Osredkar (2026), CC BY 4.0.

Table I — The five core disorders at a glanceTabela I — Os cinco distúrbios essenciais num relance

Acid–base disorders quick reference
DisorderpHPrimary changeCompensationExpected formulaCommon causesAnion gap
Metabolic acidosis<7.35↓ HCO₃⁻ (<22 mEq/L)↓ PaCO₂ (hyperventilation)1.5 × [HCO₃⁻] + 8 ± 2 (Winter)DKA, lactic acidosis, uremia, diarrhea, poisoningNormal or high >16
Metabolic alkalosis>7.45↑ HCO₃⁻ (>26 mEq/L)↑ PaCO₂ (hypoventilation)0.7 × Δ[HCO₃⁻] + 40 ± 5Vomiting, diuretics, hyperaldosteronismUsually normal (8–16)
Respiratory acidosis<7.35↑ PaCO₂ (>45 mmHg)↑ HCO₃⁻ (renal retention)Acute 0.1 × ΔPCO₂ · Chronic 0.4 × ΔPCO₂COPD, pneumonia, opioids, CNS depressionUsually normal (8–16)
Respiratory alkalosis>7.45↓ PaCO₂ (<35 mmHg)↓ HCO₃⁻ (renal excretion)Acute 0.2 × ΔPCO₂ · Chronic 0.5 × ΔPCO₂Anxiety, pain, hypoxia, sepsis, pregnancyUsually normal (8–16)
Mixed acidosis<7.35↓ HCO₃⁻ + ↑ PaCO₂Variable / inadequateNo predictable formulaCardiopulmonary arrest, severe sepsisOften >16
Mixed alkalosis>7.45↑ HCO₃⁻ + ↓ PaCO₂Variable / inadequateNo predictable formulaDiuretics + hyperventilationVariable (8–20)
Guia rápido dos distúrbios ácido-base
DistúrbiopHAlteração primáriaCompensaçãoFórmula esperadaCausas comunsÂnion-gap
Acidose metabólica<7,35↓ HCO₃⁻ (<22 mEq/L)↓ PaCO₂ (hiperventilação)1,5 × [HCO₃⁻] + 8 ± 2 (Winter)CAD, acidose láctica, uremia, diarreia, intoxicaçãoNormal ou alto >16
Alcalose metabólica>7,45↑ HCO₃⁻ (>26 mEq/L)↑ PaCO₂ (hipoventilação)0,7 × Δ[HCO₃⁻] + 40 ± 5Vômitos, diuréticos, hiperaldosteronismoGeralmente normal (8–16)
Acidose respiratória<7,35↑ PaCO₂ (>45 mmHg)↑ HCO₃⁻ (retenção renal)Aguda 0,1 × ΔPCO₂ · Crônica 0,4 × ΔPCO₂DPOC, pneumonia, opioides, depressão do SNCGeralmente normal (8–16)
Alcalose respiratória>7,45↓ PaCO₂ (<35 mmHg)↓ HCO₃⁻ (excreção renal)Aguda 0,2 × ΔPCO₂ · Crônica 0,5 × ΔPCO₂Ansiedade, dor, hipóxia, sepse, gravidezGeralmente normal (8–16)
Acidose mista<7,35↓ HCO₃⁻ + ↑ PaCO₂Variável / inadequadaSem fórmula previsívelParada cardiorrespiratória, sepse graveFrequente >16
Alcalose mista>7,45↑ HCO₃⁻ + ↓ PaCO₂Variável / inadequadaSem fórmula previsívelDiuréticos + hiperventilaçãoVariável (8–20)
Chapter 4Capítulo 4

How the sample is taken and measuredComo a amostra é coletada e medida

Three sample types exist. Arterial blood (usually radial) is preferred for reliability. Venous blood is less invasive but less precise. Capillary blood is used mainly in neonates and is sensitive to peripheral perfusion.

Each parameter has its own electrode: a glass electrode for pH (sensitive to H⁺), the Clark electrode for PaO₂ (electrochemical reaction with oxygen) and the Severinghaus electrode for PaCO₂ (detecting the pH change CO₂ causes). Other values — HCO₃⁻, base excess, oxygen saturation — are calculated, not measured, via the Henderson–Hasselbalch equation; the alveolar–arterial gradient is derived to judge gas exchange.

Modern analyzers add electrolytes (Na⁺, K⁺, Cl⁻, Ca²⁺) and lactate (a marker of tissue perfusion), and co-oximetry detects abnormal hemoglobins such as carboxyhemoglobin and methemoglobin.

Existem três tipos de amostra. O sangue arterial (em geral radial) é o preferido pela confiabilidade. O venoso é menos invasivo, porém menos preciso. O capilar é usado sobretudo em neonatos e é sensível à perfusão periférica.

Cada parâmetro tem seu eletrodo: um eletrodo de vidro para o pH (sensível ao H⁺), o eletrodo de Clark para a PaO₂ (reação eletroquímica com o oxigênio) e o eletrodo de Severinghaus para a PaCO₂ (detectando a mudança de pH causada pelo CO₂). Outros valores — HCO₃⁻, excesso de base, saturação de oxigênio — são calculados, não medidos, via equação de Henderson–Hasselbalch; o gradiente alvéolo-arterial é derivado para julgar a troca gasosa.

Analisadores modernos acrescentam eletrólitos (Na⁺, K⁺, Cl⁻, Ca²⁺) e lactato (marcador de perfusão tecidual), e a cooximetria detecta hemoglobinas anormais como carboxi-hemoglobina e meta-hemoglobina.

Table II — Arterial vs. venous vs. capillaryTabela II — Arterial vs. venosa vs. capilar

Sampling methods compared (RF = respiratory failure)
ParameterArterialVenousCapillary
Sample siteRadial / femoral arteryPeripheral / central veinFingertip / earlobe
pH accuracyGold standardGood (r=0.92)Good (r=0.88)
PaCO₂ accuracyGold standardGood (r=0.85)Fair (r=0.75)
PaO₂ accuracyGold standardPoor (not reliable)Fair (r=0.70)
HCO₃⁻ accuracyGold standardExcellent (r=0.95)Good (r=0.90)
Patient discomfortHigh (painful)LowMinimal
Procedural riskModerate (bleeding, thrombosis)LowMinimal
CostHighModerateLow
Time to result3–5 min2–3 min1–2 min
Best applicationsAll clinical scenariosMetabolic disorders, DKA monitoringPediatric, routine monitoring
ContraindicationsCoagulopathy, severe PVDAcute respiratory failurePoor circulation, shock
Correlation with ABG100%85–95%70–85%
Sensitivity (RF)100%97.6%89.2%
Specificity (RF)100%36.9%78.4%
Comparação dos métodos de coleta (IR = insuficiência respiratória)
ParâmetroArterialVenosaCapilar
Local de coletaArtéria radial / femoralVeia periférica / centralPolpa digital / lóbulo
Acurácia do pHPadrão-ouroBoa (r=0,92)Boa (r=0,88)
Acurácia da PaCO₂Padrão-ouroBoa (r=0,85)Razoável (r=0,75)
Acurácia da PaO₂Padrão-ouroRuim (não confiável)Razoável (r=0,70)
Acurácia do HCO₃⁻Padrão-ouroExcelente (r=0,95)Boa (r=0,90)
Desconforto do pacienteAlto (doloroso)BaixoMínimo
Risco do procedimentoModerado (sangramento, trombose)BaixoMínimo
CustoAltoModeradoBaixo
Tempo até o resultado3–5 min2–3 min1–2 min
Melhores aplicaçõesTodos os cenáriosDistúrbios metabólicos, monitorização de CADPediatria, monitorização de rotina
ContraindicaçõesCoagulopatia, DAP graveInsuficiência respiratória agudaMá circulação, choque
Correlação com a GA100%85–95%70–85%
Sensibilidade (IR)100%97,6%89,2%
Especificidade (IR)100%36,9%78,4%

Read the last two rows carefully:Leia com atenção as duas últimas linhas: venous gas is a great rule-out test (97.6% sensitivity) but a poor rule-in test for respiratory failure (36.9% specificity) — many false positives.a gaso venosa é um ótimo teste para afastar (sensibilidade 97,6%), mas ruim para confirmar insuficiência respiratória (especificidade 36,9%) — muitos falsos-positivos.

Chapter 5Capítulo 5

Where it goes wrong — and how to fix itOnde dá errado — e como corrigir

Errors fall into three phases. The pre-analytical phase is by far the riskiest.

Os erros se distribuem em três fases. A fase pré-analítica é, de longe, a mais arriscada.

Pre-analytical

Up to 70% of errors. Wrong sample type, excess/poorly mixed heparin, air bubbles, delayed analysis. Fix: pre-heparinized syringes, expel air at once, analyze promptly or refrigerate.

Até 70% dos erros. Tipo de amostra errado, heparina em excesso/mal homogeneizada, bolhas de ar, análise tardia. Correção: seringas pré-heparinizadas, expelir o ar de imediato, analisar logo ou refrigerar.

Analytical

Equipment issues — poor calibration, electrode contamination, temperature not accounted for. Fix: routine maintenance and quality control.

Problemas de equipamento — calibração inadequada, contaminação de eletrodo, temperatura não corrigida. Correção: manutenção rotineira e controle de qualidade.

Post-analytical

Misreading, wrong reference ranges (peds/chronic), failure to correlate with the clinical context. Fix: always interpret against the patient and prior values.

Leitura equivocada, faixas de referência erradas (pediatria/crônicos), falha em correlacionar com o contexto clínico. Correção: sempre interpretar à luz do paciente e dos valores prévios.

Quality gains, by the numbersGanhos de qualidade, em números

−34%
inappropriate testing with evidence-based indication algorithms
exames inapropriados com algoritmos de indicação baseados em evidência
−67%
sample dilution errors with automated heparin dosing
erros de diluição com dosagem automatizada de heparina
98.2%
interlaboratory agreement in proficiency testing
concordância interlaboratorial em testes de proficiência
−28%
overall diagnostic costs with optimized strategies
custos diagnósticos totais com estratégias otimizadas

Cost-effectiveness studies also report shorter stays (an average of 1.3 days) and savings of about $3,200 per patient per year from fewer procedural complications.

Estudos de custo-efetividade também relatam internações mais curtas (média de 1,3 dia) e economia de cerca de US$ 3.200 por paciente/ano por menos complicações de procedimento.

Chapter 6Capítulo 6

Venous vs. arterial: when to spare the punctureVenosa vs. arterial: quando poupar a punção

Arterial sampling stays the gold standard, but recent Cochrane systematic reviews support the selective use of venous gas. The breakthrough is v-TAC (venous-to-arterial conversion): an algorithm that estimates arterial values from a venous sample, with correlation coefficients above 0.85 for pH and PaCO₂.

A coleta arterial segue como padrão-ouro, mas revisões sistemáticas Cochrane recentes apoiam o uso seletivo da gaso venosa. O avanço é a v-TAC (conversão venoso-arterial): um algoritmo que estima valores arteriais a partir de uma amostra venosa, com coeficientes de correlação acima de 0,85 para pH e PaCO₂.

Venous gas is adequate when…A gaso venosa é adequada quando…
  • Assessing metabolic acid–base status when oxygenation is not the main concern;
  • Avaliar o estado ácido-base metabólico quando a oxigenação não é a preocupação principal;
  • Monitoring diabetic ketoacidosis, where pH and bicarbonate trends matter most;
  • Monitorizar cetoacidose diabética, em que importam mais as tendências de pH e bicarbonato;
  • Following chronic kidney disease patients who need frequent acid–base checks;
  • Acompanhar pacientes com doença renal crônica que precisam de checagens ácido-base frequentes;
  • Sampling pediatric patients, where arterial puncture carries higher procedural risk.
  • Coletar em pediatria, onde a punção arterial tem maior risco de procedimento.
⚠ Avoid venous gas when… ⚠ Evite a gaso venosa quando…
  • Acute respiratory failure needs precise oxygenation assessment;
  • A insuficiência respiratória aguda exige avaliação precisa da oxigenação;
  • Adjusting mechanical ventilation by PaO₂/FiO₂ ratios;
  • Ajustar a ventilação mecânica por relações PaO₂/FiO₂;
  • Suspecting carbon monoxide or methemoglobin poisoning (co-oximetry needed).
  • Houver suspeita de intoxicação por monóxido de carbono ou meta-hemoglobina (exige cooximetria).
Chapter 7Capítulo 7

Closed-loop care: the gas that adjusts the therapyMalha fechada: a gaso que ajusta a terapia

Modern critical care is moving toward closed-loop systems that link continuous gas analysis to automated therapy. Picture a thermostat for physiology: a sensor reads the value, an algorithm compares it to a target, and the system nudges the treatment — all under human oversight, with safety limits and a manual override.

Such systems pair real-time monitoring (continuous analyzers, AI interpretation, EHR integration) with automated responses (FiO₂ titrated to PaO₂ targets — keeping SpO₂ at 88–92% in COPD — plus ventilator changes triggered by pH and PaCO₂).

A terapia intensiva moderna caminha para sistemas em malha fechada que ligam a análise contínua de gases à terapia automatizada. Imagine um termostato para a fisiologia: um sensor lê o valor, um algoritmo compara com a meta e o sistema ajusta o tratamento — tudo sob supervisão humana, com limites de segurança e override manual.

Esses sistemas combinam monitorização em tempo real (analisadores contínuos, interpretação por IA, integração ao prontuário) com respostas automatizadas (FiO₂ titulada a metas de PaO₂ — mantendo SpO₂ em 88–92% na DPOC — e ajustes do ventilador disparados por pH e PaCO₂).

−23%
time to therapeutic targets
tempo até as metas terapêuticas
−31%
blood gas sampling frequency
frequência de coletas de gasometria
−18%
manual interventions by ICU staff
intervenções manuais da equipe de UTI
94.2%
AI sensitivity for early deterioration
sensibilidade da IA para deterioração precoce

Automated interpretation reaches 97% concordance with expert clinicians for pattern recognition.

A interpretação automatizada atinge 97% de concordância com especialistas no reconhecimento de padrões.

Table III — Closed-loop protocols by scenarioTabela III — Protocolos de malha fechada por cenário

ABG-guided automated interventions (with safety oversight)
ScenarioABG triggerAutomated responseMonitoringSafety limitSuccess metric
ARDSPaO₂/FiO₂ <300↑ PEEP +2 cmH₂O, ↑ FiO₂ +10%q30 min ×2 h, then q1 hPEEP ≤18, FiO₂ ≤80%PaO₂/FiO₂ >300
COPD exacerbationPaO₂ >50, pH <7.30Start NIV + bronchodilatorsq15 min ×1 h, then q30 minNIV ≤25 cmH₂OPaCO₂ <50, pH >7.35
Diabetic ketoacidosispH <7.30, HCO₃⁻ <15Insulin infusion ↑20%q1 h until pH >7.30≤20 U/h; alert glucose <70pH >7.30, anion gap <12
Post-operativePaCO₂ >50Naloxone 0.1 mg IV, ↑ RRq15 min ×2 hTotal naloxone ≤2 mgStable ventilation
Septic shockpH <7.20, lactate >4↑ Norepinephrine, fluid bolusq30 min until stableMAP ≥65 mmHgpH >7.30, lactate <2
Cardiac surgery recoverypH <7.35 or >7.50Ventilator adjustmentq30 min ×4 hTidal volume 6–8 mL/kgNormal acid–base
Pediatric critical carepH <7.30 or >7.50Age-appropriate protocolq30 minAge-specific limitsAge-appropriate norms
WeaningpH 7.35–7.45, PaCO₂ 35–45Pressure support ↓2 cmH₂Oq2 h during weaningSpontaneous breathing trialSuccessful extubation
Intervenções automatizadas guiadas pela gasometria (com supervisão de segurança)
CenárioGatilho na gasoResposta automatizadaMonitorizaçãoLimite de segurançaMétrica de sucesso
SDRAPaO₂/FiO₂ <300↑ PEEP +2 cmH₂O, ↑ FiO₂ +10%q30 min ×2 h, depois q1 hPEEP ≤18, FiO₂ ≤80%PaO₂/FiO₂ >300
Exacerbação de DPOCPaO₂ >50, pH <7,30Iniciar VNI + broncodilatadoresq15 min ×1 h, depois q30 minVNI ≤25 cmH₂OPaCO₂ <50, pH >7,35
Cetoacidose diabéticapH <7,30, HCO₃⁻ <15Infusão de insulina ↑20%q1 h até pH >7,30≤20 U/h; alerta glicose <70pH >7,30, ânion-gap <12
Pós-operatórioPaCO₂ >50Naloxona 0,1 mg IV, ↑ FRq15 min ×2 hNaloxona total ≤2 mgVentilação estável
Choque sépticopH <7,20, lactato >4↑ Noradrenalina, bólus de fluidoq30 min até estabilizarPAM ≥65 mmHgpH >7,30, lactato <2
Recuperação de cirurgia cardíacapH <7,35 ou >7,50Ajuste do ventiladorq30 min ×4 hVolume corrente 6–8 mL/kgEquilíbrio ácido-base normal
Terapia intensiva pediátricapH <7,30 ou >7,50Protocolo apropriado à idadeq30 minLimites específicos por idadeNormas apropriadas à idade
DesmamepH 7,35–7,45, PaCO₂ 35–45Pressão de suporte ↓2 cmH₂Oq2 h durante o desmameTeste de respiração espontâneaExtubação bem-sucedida
Closed-loop blood gas management algorithm / Algoritmo de manejo da gasometria em malha fechada
Figure 2. Closed-loop blood gas management algorithm in critical care. Real-time ABG sampling and AI interpretation feed decision points that trigger ventilator changes, medication protocols or fluid management — with safety limits and manual override throughout. Original figure reproduced from Sanagustín & Osredkar (2026), CC BY 4.0. Figura 2. Algoritmo de manejo da gasometria em malha fechada na terapia intensiva. A coleta de gaso em tempo real e a interpretação por IA alimentam pontos de decisão que disparam ajustes do ventilador, protocolos medicamentosos ou manejo de fluidos — sempre com limites de segurança e override manual. Figura original reproduzida de Sanagustín & Osredkar (2026), CC BY 4.0.

Governance reminder:Lembrete de governança: closed-loop tools that decide on a patient are high-risk AI. They must keep a human as the final authority, stay explainable and be auditable — they assist, they do not replace the clinician.ferramentas de malha fechada que decidem sobre o paciente são IA de alto risco. Devem manter o humano como autoridade final, ser explicáveis e auditáveis — elas assistem, não substituem o médico.

Chapter 8Capítulo 8

Where it's headingPara onde caminha

Miniaturization

Miniaturização

Pocket-sized devices for bedside, pre-hospital and home measurements — key for chronic monitoring and emergencies.

Dispositivos de bolso para medições à beira-leito, pré-hospitalares e domiciliares — chave para monitorização crônica e emergências.

Embedded AI

IA embarcada

Predictive algorithms inside the analyzer ease interpretation, cut human error and recognize deterioration patterns in real time.

Algoritmos preditivos dentro do analisador facilitam a interpretação, reduzem erro humano e reconhecem padrões de deterioração em tempo real.

Non-invasive sensing

Sensoriamento não invasivo

Continuous PaO₂/PaCO₂ estimation without repeated arterial punctures — more comfort, uninterrupted monitoring.

Estimativa contínua de PaO₂/PaCO₂ sem punções arteriais repetidas — mais conforto e monitorização ininterrupta.

Telemedicine

Telemedicina

Wireless transmission lets clinicians follow chronic patients remotely, improving access and avoiding needless admissions.

A transmissão sem fio permite acompanhar pacientes crônicos à distância, ampliando acesso e evitando internações desnecessárias.

Real-time blood gas monitoring integration protocol / Protocolo de integração de monitorização da gasometria em tempo real
Figure 3. Real-time blood gas monitoring integration protocol — mapping data flows among sampling devices, AI interpretation engines, quality-control modules, clinical decision support and therapeutic platforms, with bidirectional links to EHR, ventilators, infusion pumps and mobile alerts. Original figure reproduced from Sanagustín & Osredkar (2026), CC BY 4.0. Figura 3. Protocolo de integração de monitorização da gasometria em tempo real — mapeia os fluxos de dados entre dispositivos de coleta, motores de interpretação por IA, módulos de controle de qualidade, suporte à decisão clínica e plataformas terapêuticas, com ligações bidirecionais a prontuário, ventiladores, bombas de infusão e alertas móveis. Figura original reproduzida de Sanagustín & Osredkar (2026), CC BY 4.0.
Chapter 9Capítulo 9

Key takeawaysMensagens-chave

Carry these to the bedside
Leve isto para o leito
  • pH is a ratio, not a count.O pH é uma razão, não uma contagem. It tracks HCO₃⁻/CO₂; lungs tune CO₂ in seconds, kidneys tune HCO₃⁻ over days.Acompanha HCO₃⁻/CO₂; pulmões ajustam o CO₂ em segundos, rins ajustam o HCO₃⁻ em dias.
  • Interpret with CLEAR.Interprete com o CLEAR. Oxygenation → pH → compensation → anion gap → mixed disorders.Oxigenação → pH → compensação → ânion-gap → distúrbios mistos.
  • Venous gas rules out, not in.A gaso venosa afasta, não confirma. 97.6% sensitivity vs. 36.9% specificity for respiratory failure; never trust venous PaO₂.97,6% de sensibilidade vs. 36,9% de especificidade para insuficiência respiratória; nunca confie na PaO₂ venosa.
  • Most errors are pre-analytical.A maioria dos erros é pré-analítica. Up to 70% — fix the syringe, the air bubble and the delay before blaming the machine.Até 70% — resolva a seringa, a bolha de ar e o atraso antes de culpar o aparelho.
  • Closed-loop AI assists, never decides alone.A IA em malha fechada assiste, nunca decide sozinha. High-risk by design: human override, explainability and auditability are mandatory.Alto risco por concepção: override humano, explicabilidade e auditabilidade são obrigatórios.

Blood gas analysis remains a cornerstone of acute care — and its future lies in automation, real-time monitoring and personalized medicine, with the clinician firmly in the loop.

A gasometria permanece um pilar do cuidado agudo — e seu futuro está na automação, na monitorização em tempo real e na medicina personalizada, com o médico firmemente no comando.

ReferencesReferências

Source & references (ABNT-BR)Fonte e referências (ABNT-BR)

Primary sourceFonte primária

SANAGUSTÍN, M. N.; OSREDKAR, J. Blood gas analysis: clinical applications, interpretation and future directions (Review). Medicine International, v. 6, n. 1, art. 7, 2026. DOI: 10.3892/mi.2025.291. Licença CC BY 4.0.

  1. SHASTRI, L. et al. The use of venous blood gas in assessing arterial acid-base and oxygenation status — an analysis of aggregated data from multiple studies evaluating the venous to arterial conversion (v-TAC) method. Expert Review of Respiratory Medicine, v. 18, p. 553-559, 2024.
  2. BYRNE, A. L. et al. Peripheral venous blood gas analysis for the diagnosis of respiratory failure, hypercarbia and metabolic disturbance in adults. Cochrane Database of Systematic Reviews, v. 6, art. CD010841, 2025.
  3. MUSA HUSSAIN, E. Y. et al. Evaluation and improving the quality of arterial blood gas interpretation among junior doctors in Aswan University Hospital: a clinical audit. Cureus, v. 16, art. e74906, 2024.
  4. HABIB, T. et al. Mastering blood gas interpretation: a practical guide for primary care providers. South African Family Practice, v. 67, p. e1-e7, 2025.
  5. ZABOLI, A. et al. Arterial blood gas analysis and clinical decision-making in emergency and intensive care unit nurses: a performance evaluation. Healthcare (Basel), v. 13, art. 261, 2025.
  6. GIANI, D. et al. The role of venous blood gas analysis in critical care: a narrative review. Medicina (Kaunas), v. 61, art. 1337, 2025.
  7. OCCHIPINTI, R.; BORON, W. F. Role of carbonic anhydrases and inhibitors in acid-base physiology: insights from mathematical modeling. International Journal of Molecular Sciences, v. 20, art. 3841, 2019.
  8. HOPKINS, E.; SANVICTORES, T.; SHARMA, S. Physiology, acid base balance. In: StatPearls. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2025.
  9. MDCALC. Winters' formula for metabolic acidosis compensation. Disponível em: https://www.mdcalc.com/calc/117/winters-formula-metabolic-acidosis-compensation. Acesso em: 9 abr. 2025.
  10. CASTRO, D. et al. Arterial blood gas. In: StatPearls. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2025.
  11. ADROGUÉ, H. J.; MADIAS, N. E. Management of life-threatening acid-base disorders. First of two parts. New England Journal of Medicine, v. 338, p. 26-34, 1998.
  12. ADROGUÉ, H. J. et al. Assessing acid-base disorders. Kidney International, v. 76, p. 1239-1247, 2009.
  13. WAGNER, P. D. The physiological basis of pulmonary gas exchange: implications for clinical interpretation of arterial blood gases. European Respiratory Journal, v. 45, p. 227-243, 2015.
  14. GATTINONI, L. et al. The future of mechanical ventilation: lessons from the present and the past. Critical Care, v. 21, art. 183, 2017.
  15. KRAUT, J. A.; MADIAS, N. E. Metabolic acidosis: pathophysiology, diagnosis and management. Nature Reviews Nephrology, v. 6, p. 274-285, 2010.
  16. CECCONI, M. et al. Consensus on circulatory shock and hemodynamic monitoring. Task force of the European Society of Intensive Care Medicine. Intensive Care Medicine, v. 40, p. 1795-1815, 2014.
  17. SEVERINGHAUS, J. W.; ASTRUP, P.; MURRAY, J. F. Blood gas analysis and critical care medicine. American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, v. 157, supl., p. S114-S122, 1998.
  18. BAIRD, G. Preanalytical considerations in blood gas analysis. Biochemia Medica (Zagreb), v. 23, p. 19-27, 2013.
  19. MUHAMMED, A. et al. Assessing and enhancing the interpretation quality of arterial blood gas among junior doctors. Cureus, v. 17, art. e87241, 2025. DOI: 10.7759/cureus.87241.
  20. SABERIAN, L. et al. Arterial versus venous blood gas analysis comparisons, appropriateness, and alternatives in different acid/base clinical settings: a systematic review. Cureus, v. 15, art. e41707, 2023. DOI: 10.7759/cureus.41707.
  21. D'ORAZIO, P. et al. Blood gas and pH analysis and related measurements. 2. ed. Wayne (PA): Clinical and Laboratory Standards Institute, 2009.
  22. GOOSSEN, R. L. et al. Effects of closed loop ventilation on ventilator settings, patient outcomes and ICU staff workloads — a systematic review. European Journal of Anaesthesiology, v. 41, p. 438-446, 2024.
  23. MAHAPATRA, C. Recent advances in medical gas sensing with artificial intelligence-enabled technology. Medical Gas Research, v. 15, p. 318-326, 2025.
  24. POOJA, M.; KARUN, K. M.; MADATHIL, R. K. Comparison of average blood gas parameters between arterial blood & capillary blood in neonates: a protocol for systematic review and meta-analysis. International Journal of Health Sciences and Research, v. 14, p. 170-174, 2024.
  25. LUMHOLDT, M. et al. Comparison of venous and calculated blood gas values to arterial values in critically ill patients. Acta Anaesthesiologica Scandinavica, v. 69, art. e14555, 2025.
  26. PARK, J. E. et al. Development of a machine learning model for predicting ventilator weaning outcomes based solely on continuous ventilator parameters during spontaneous breathing trials. Bioengineering, v. 10, art. 1163, 2023. DOI: 10.3390/bioengineering10101163.
  27. TURAN, E. İ. et al. Assessing the accuracy of ChatGPT in interpreting blood gas analysis results. Journal of Clinical Anesthesia, v. 102, art. 111787, 2025. DOI: 10.1016/j.jclinane.2025.111787.
  28. VITAZKOVA, D. et al. Advances in respiratory monitoring: a comprehensive review of wearable and remote technologies. Biosensors (Basel), v. 14, art. 90, 2024.

About this document:Sobre este documento: a bilingual, didactic restructuring of an open-access (CC BY 4.0) narrative review. Original figures are reproduced unaltered; tables were rebuilt as native HTML for accessibility and dark-mode support. Evidence level: narrative review — moderate; venous-gas accuracy figures derive from Cochrane data. One apparent source typo (ARDS ratio) was corrected and flagged.reestruturação bilíngue e didática de uma revisão narrativa de acesso aberto (CC BY 4.0). As figuras originais foram reproduzidas sem alteração; as tabelas foram refeitas em HTML nativo para acessibilidade e suporte ao modo escuro. Nível de evidência: revisão narrativa — moderado; os dados de acurácia da gaso venosa derivam de evidência Cochrane. Um aparente erro de digitação do original (relação na SDRA) foi corrigido e sinalizado.