Manejo Médico da Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo
Visão geral
SAMUTI
Serviço de Apoio Multiprofissional em Terapia Intensiva
Umuarama — Paraná — Brasil
PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO
POP-SAMUTI-SDRA-2026
Manejo Médico da Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) no Adulto
| Versão | 1.0 — Maio/2026 |
|---|---|
| Elaboração | Dr. Jackson Fuck (CRM-PR 21.518) |
| Vigência | Maio/2026 — Maio/2028 (revisão bienal) |
| Público-alvo | Médicos intensivistas, fisioterapeutas respiratórios, enfermeiros e residentes das UTIs SAMUTI |
| Referência principal | Morris IS et al. The medical management of acute respiratory distress syndrome. Intensive Care Med, 2025\. DOI: 10.1007/s00134-025-08251-y |
Padronizar a identificação precoce e o manejo médico-ventilatório do paciente adulto com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) nas UTIs do SAMUTI, com base na Global Definition 2024 e na revisão narrativa internacional de Morris et al. (Intensive Care Med, 2025), visando reduzir mortalidade, tempo de ventilação mecânica e lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI).
| População | Aplicação deste POP | Limitação da evidência |
|---|---|---|
| Adultos em UTI (≥ 18 anos) | Completa — todos os cenários | Evidência alta-moderada (GRADE A/B) |
| Pediatria | Restrita — princípios gerais; aplicar PALICC-2 2023 | Evidência separada (não escopo) |
| Neonatos | Não aplicável — usar SDR neonatal | Fisiopatologia distinta |
| Suporte extracorpóreo (ECMO) | Não escopo — ver POP-SAMUTI-ECMO | Critérios EOLIA/ELSO |
3.1 Definição Global 2024 — Critérios diagnósticos
Os 4 critérios devem estar todos presentes, em até 7 dias do insulto inicial:
| Gravidade | PaO₂/FiO₂ (mmHg) | SpO₂/FiO₂ (se SpO₂ ≤97%) | Mortalidade hospitalar global |
|---|---|---|---|
| Leve | 200 \< PaO₂/FiO₂ ≤ 300 | 235 \< SpO₂/FiO₂ ≤ 315 | \~ 35% |
| Moderada | 100 \< PaO₂/FiO₂ ≤ 200 | 148 \< SpO₂/FiO₂ ≤ 235 | \~ 40% |
| Grave | PaO₂/FiO₂ ≤ 100 | SpO₂/FiO₂ ≤ 148 | \~ 46% |
📌 NOVIDADE 2024: a Global Definition agora aceita identificação de SDRA mesmo em pacientes em HFNO (alto fluxo ≥ 30 L/min) ou VNI, sem exigência de PEEP ≥ 5 cmH₂O — permitindo reconhecimento e intervenção mais precoces.
3.2 Fenótipos modificadores de resposta terapêutica
| Eixo | Categorias | Implicação prática |
|---|---|---|
| Radiológico | Focal vs Não-focal | Focal: cuidado com PEEP alto (overdistensão); Não-focal: mais recrutável |
| Mecânico | Alta vs baixa elastância (Crs) | Baixa Crs: maior benefício de VC reduzido e BNM (interação significativa) |
| Biológico | Tipo 1 (hipoinflamatório) \~70% / Tipo 2 (hiperinflamatório) \~30% | Tipo 2: maior mortalidade; benefício post-hoc com estratégia hídrica liberal e estatinas |
| Hemodinâmico | Presença/ausência de disfunção de VD | Disfunção de VD em 20-25%: alvo Pplat \<26-28, evitar hipercapnia |
3.3 Parâmetros operacionais ventilatórios
| Parâmetro | Meta padrão | Relevância clínica |
|---|---|---|
| VC (Vt) | 6 mL/kg PBW (faixa 4–8) | Pilar do ARMA 2000; benefício maior se aplicado precocemente |
| Pplat | \< 30 cmH₂O | Marcador agregado de stress; \<26-28 se disfunção de VD |
| ΔP (driving pressure) | \< 15 cmH₂O | Mediador independente de mortalidade (Amato 2015); ideal alvo ≤14 |
| PEEPtot | Individualizada | Tabela PEEP/FiO₂ inicial; titulação personalizada após avaliação |
| FR | ≤ 35 rpm | Alvo: lowest '4×ΔP \+ RR' para uma dada ventilação-minuto |
| SpO₂ | 90–95% | Alvo PaO₂ 60–80 mmHg; evitar hiperoxia e hipoxemia |
| pH | \> 7,25 | Hipercapnia permissiva tolerada se pH preservado e sem disfunção VD/HIC |
⚠️ ATENÇÃO — Limitações do PaO₂/FiO₂: a razão é influenciada por PEEP, FiO₂ e história volêmica recente. Sempre interpretar após 24 h de ventilação otimizada, conforme estudos pivotais (Ferguson 2004, Villar 2013).
REGRA FUNDAMENTAL (GRADE 1A): todo paciente com SDRA deve receber ventilação protetora — VC 6 mL/kg PBW (4–8), Pplat \<30 cmH₂O, ΔP \<15 cmH₂O — desde o primeiro minuto da VMI, salvo contraindicação específica documentada.
4.1 Suporte respiratório não-invasivo
| Modalidade | Indicação | Configuração |
|---|---|---|
| HFNO (alto fluxo) | SDRA leve, sem indicação imediata de IOT, alta carga de secreção | Fluxo 40-60 L/min; FiO₂ titulada para SpO₂ 92-96% |
| VNI por máscara | Cautela em SDRA — falha \~50% | Apenas com critério claro de falha; reavaliar em 1-2 h |
| VNI por capacete (helmet) | SDRA leve-moderada, se disponível — preferível à máscara | Up-titration de PEEP; PS para VC 6-8 mL/kg PBW |
4.2 Posição prona (PROSEVA 2013\) — GRADE 1A
INDICAR posição prona QUANDO TODOS os critérios estiverem presentes:
📋 Sessões: ≥ 16 h/dia (PROSEVA usou 12–24h, mean 17h). Sessões de 8h são insuficientes.
📋 Critério de suspensão:
PaO₂/FiO₂ ≥ 150 mmHg, PEEP ≤ 10 cmH₂O e FiO₂ ≤ 0,6 por ≥ 4 h após supinação.
📋 IMPORTANTE:
ausência de melhora na oxigenação
não é critério
para interromper prona — o benefício de mortalidade é independente da resposta de oxigenação.
4.3 Bloqueio neuromuscular (BNM) — uso seletivo
CONSIDERAR BNM em infusão contínua nos seguintes cenários:
⏱️ REAVALIAÇÃO OBRIGATÓRIA em 48 h — suspender BNM se critérios já não presentes. ROSE 2019 mostrou ausência de benefício em uso rotineiro com sedação leve e PEEP alto.
4.4 Corticosteroides — uso por indicação específica
4.5 Estratégia hídrica conservadora (FACCT 2006\)
Após resolução do choque e estabilidade hemodinâmica:
⛔ NÃO USAR manobras de recrutamento prolongadas e PEEP escalonada agressiva — GRADE 1B. Trial ART (Cavalcanti 2017): aumento de mortalidade e barotrauma.
⛔ NÃO USAR BNM de forma rotineira em todos os pacientes com SDRA — GRADE 1B. ROSE 2019 não mostrou benefício e elevou risco de fraqueza adquirida na UTI.
⛔ NÃO USAR PEEP alto em SDRA leve ou focal não-recrutável — risco de overdistensão e instabilidade hemodinâmica. Análise do LIVE 2019 mostrou dano com má classificação.
⛔ NÃO USAR óxido nítrico inalatório como estratégia rotineira — melhora oxigenação mas sem benefício de mortalidade (Taylor 2004).
| Situação | Conduta proibida / orientação |
|---|---|
| Lesão raquimedular instável | Contraindica prona — usar manobras alternativas (rotação lateral) |
| Abdome ou tórax aberto | Contraindica prona — discutir caso a caso com cirurgia |
| Choque hemodinamicamente instável grave | Cautela ao prescrever PEEP alto, hipercapnia permissiva e prona |
| Disfunção/dependência de VD com hipercapnia | Não tolerar PaCO₂ \> 50 mmHg sem monitorização contínua |
| Hipertensão intracraniana descompensada | Não tolerar hipercapnia permissiva; alvo PaCO₂ 35-40 |
| VNI por máscara em SDRA moderada-grave | Evitar — risco de atraso de IOT e maior mortalidade (LUNG SAFE) |
6.1 Avaliação inicial à admissão e à intubação
Antes de iniciar VMI no paciente com IRpA hipoxêmica suspeita de SDRA:
6.2 Configuração inicial do ventilador
| Parâmetro | Valor inicial | Alvo após 1h | Ação se fora de meta |
|---|---|---|---|
| Modo | VCV ou A/C (familiaridade da equipe) | Manter | Considerar PCV se assincronia |
| VC | 6 mL/kg PBW | 4-8 mL/kg PBW | Reduzir para 4-6 se ΔP ≥16 |
| FR | 18-22 rpm | Ajustar para pH \>7,25 | Não exceder 35 rpm |
| PEEP inicial | Tabela PEEP/FiO₂ baixa | Personalizar | Avaliar recrutabilidade após 24h |
| FiO₂ inicial | 100% → titular | SpO₂ 90-95% | FiO₂ ≤0,6 se possível |
| Pplat alvo | \< 30 cmH₂O | Manter | Reduzir VC se ultrapassar |
| ΔP alvo | \< 15 cmH₂O | Manter ≤14 | Reduzir VC ou ajustar PEEP |
6.3 Tabela PEEP/FiO₂ ARDSnet — referência inicial
| PEEP/FiO₂ BAIXA (padrão) | PEEP/FiO₂ ALTA (recrutável) |
|---|---|
| FiO₂ 0,3 → PEEP 5 | FiO₂ 0,3 → PEEP 5-14 |
| FiO₂ 0,4 → PEEP 5-8 | FiO₂ 0,4 → PEEP 14-16 |
| FiO₂ 0,5 → PEEP 8-10 | FiO₂ 0,5 → PEEP 16-18 |
| FiO₂ 0,6 → PEEP 10 | FiO₂ 0,6 → PEEP 18-20 |
| FiO₂ 0,7 → PEEP 10-14 | FiO₂ 0,7 → PEEP 20-22 |
| FiO₂ 0,8 → PEEP 14 | FiO₂ 0,8-1,0 → PEEP 22-24 |
| FiO₂ 0,9-1,0 → PEEP 14-24 |
ESCOLHA DA TABELA: usar tabela ALTA preferencialmente em SDRA moderada-grave não-focal ou recrutável; usar tabela BAIXA em SDRA leve, focal, disfunção de VD ou HIC.
6.4 Avaliação de recrutabilidade (24-48 h após estabilização)
6.5 Monitorização diária obrigatória — checklist
| ✓ | Item | Detalhe operacional |
|---|---|---|
| □ | PEEPtot (pausa expiratória) | Registrar valor real, não programado — pode haver auto-PEEP |
| □ | Pplat (pausa inspiratória) | Manobra de 0,5-1 s; alvo \<30 (ou \<26-28 se disfunção VD) |
| □ | ΔP \= Pplat − PEEPtot | Alvo \<15 cmH₂O; ≤14 ideal |
| □ | VC corrigido a PBW | Confirmar 4-8 mL/kg; 4-6 mL/kg se ΔP elevado |
| □ | Gasometria arterial | SpO₂ 90-95%, PaO₂ 60-80, pH \>7,25 |
| □ | Avaliação de assincronia | Análise de curvas do ventilador; esforço inspiratório excessivo |
| □ | Balanço hídrico cumulativo | Estratégia conservadora pós-choque |
| □ | Sedação e RASS | Alvo RASS −2 a 0 quando possível; despertar diário se BNM suspenso |
| □ | Ecocardiografia (se indicação) | Avaliar VD em casos selecionados (ver 6.1) |
REGRA DE SEGURANÇA: este protocolo orienta condutas mas NÃO substitui o julgamento clínico do médico assistente. Em deterioração inesperada, PREVALECE a avaliação clínica beira-leito sobre quaisquer alvos numéricos.
6.6 Fluxograma operacional — primeiras 48 horas
ETAPA 1 — Admissão / IOT (0-1h):
→ Configurar VMI com VC 6 mL/kg PBW \+ tabela PEEP/FiO₂ baixa \+ sedação adequada
→ Gasometria, Pplat, ΔP, PEEPtot iniciais
ETAPA 2 — Estabilização (1-24h):
→ Estratificar gravidade (PaO₂/FiO₂ sob ventilação otimizada)
→ Ecocardiografia se indicado; identificar disfunção de VD
→ Se PaO₂/FiO₂ \<150 \+ FiO₂ ≥0,6 → INDICAR prona (sessão ≥16h)
→ Se BNM indicado → iniciar e definir reavaliação em 48h
ETAPA 3 — Personalização (24-48h):
→ Avaliar recrutabilidade (R/I ratio, melhor complacência, EIT se disponível)
→ Titular PEEP individualmente (não apenas pela tabela)
→ Otimizar ΔP — ajustar VC e PEEP, considerar '4×ΔP \+ RR'
→ Iniciar estratégia hídrica conservadora se choque resolvido
ETAPA 4 — Reavaliação contínua:
→ Reavaliar PEEP a cada mudança clínica relevante (prona, BNM, hidratação)
→ Despertar diário e teste de respiração espontânea quando critérios presentes
→ Suspender prona quando PaO₂/FiO₂ ≥150, PEEP ≤10, FiO₂ ≤0,6 por ≥4h após supinação
7.1 Disfunção de VD / cor pulmonale agudo
⚠️ RV-protective ventilation — alvos modificados:
7.2 Obesidade central / hipertensão intra-abdominal
7.3 Hipertensão intracraniana
7.4 SDRA por COVID-19 (e variantes)
7.5 Pediatria
PALICC-2 (2023) — Pediatric ARDS: usar protocolo pediátrico específico. Alvos diferentes para OI (oxygenation index) e OSI. Este POP NÃO se aplica diretamente a UTI Pediátrica.
8.1 Requisitos materiais
8.2 Treinamento da equipe
8.3 Registro em prontuário
REGISTRO PADRÃO — Manejo SDRA (a cada turno):
Data/Hora: \
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/\
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\_
PaO₂/FiO₂: \
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VC: \
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\_ mL (\
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\_ mL/kg PBW)
Pplat: \
\
\_
Prona: □ Em sessão (h\
\
\_) □ Suspensa □ Não indicada
BNM: □ Em uso (h\
\
\_) □ Suspenso □ Não indicado
Balanço hídrico 24h: \
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Eventos adversos: \
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\
Conforme CFM 2.314/2022 e LGPD Art. 11\.
| Recomendação | Força | Certeza | Fonte principal |
|---|---|---|---|
| VC 6 mL/kg PBW \+ Pplat \<30 | 1 | A | ARMA, Brower 2000 |
| ΔP \< 15 cmH₂O | 1 | B | Amato 2015, Goligher 2021 |
| Prona ≥16h em SDRA moderada-grave | 1 | A | PROSEVA, Guérin 2013 |
| PEEP individualizada (não rotineiramente alta) | 1 | B | Briel 2010 (meta), Beitler 2019 |
| Estratégia hídrica conservadora | 2 | B | FACCT, NHLBI 2006 |
| BNM seletivo (não rotineiro) | 2 | B | ACURASYS vs ROSE, Zalucky 2025 |
| Dexametasona em SDRA sem indicação específica | 2 | C | DEXA-ARDS, Villar 2020 |
| Helmet VNI preferível à máscara | 2 | B | Patel 2016 |
| HFNO em SDRA leve sem critério IOT | 1 | B | Frat 2015, Ferreyro 2020 |
| SpO₂ 90-95% / PaO₂ 60-80 mmHg | 1 | B | HOT-ICU 2021 |
| NÃO usar manobras de recrutamento prolongadas | 1 | B | ART, Cavalcanti 2017 |
| NÃO usar óxido nítrico rotineiramente | 1 | B | Taylor 2004 (RCT) |
Legenda GRADE: Força — 1=Forte, 2=Fraca/Condicional | Certeza — A=Alta, B=Moderada, C=Baixa, D=Muito baixa
| Indicador | Fórmula | Meta | Periodicidade |
|---|---|---|---|
| Adesão ao VC ≤ 8 mL/kg PBW | Nº dias com VC ≤8 / Nº dias VMI × 100 | ≥ 90% | Mensal |
| Adesão ao Pplat \< 30 cmH₂O | Nº medições \<30 / Nº totais × 100 | ≥ 85% | Mensal |
| ΔP \< 15 cmH₂O registrado | Nº dias ΔP \<15 / Nº dias × 100 | ≥ 80% | Mensal |
| Tempo até prona em SDRA mod-grave | Mediana (h) entre IOT e 1ª sessão | ≤ 24 h | Trimestral |
| Duração da sessão de prona | Mediana (h) por sessão | ≥ 16 h | Trimestral |
| Mortalidade hospitalar em SDRA | Óbitos / casos × 100 | \< 40% (moderada); \<46% (grave) | Trimestral |
| Eventos adversos em prona | Eventos / sessões × 100 | \< 5% | Mensal |
1\. MORRIS, I. S. et al. The medical management of acute respiratory distress syndrome. Intensive Care Medicine, 2025\. DOI: 10.1007/s00134-025-08251-y
2\. MATTHAY, M. A. et al. A new global definition of acute respiratory distress syndrome. American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, v. 209, p. 37-47, 2024\. DOI: 10.1164/rccm.202303-0558ws
3\. BROWER, R. G. et al. (ARDS Network). Ventilation with lower tidal volumes as compared with traditional tidal volumes for acute lung injury and the acute respiratory distress syndrome. New England Journal of Medicine, v. 342, p. 1301-1308, 2000\. DOI: 10.1056/nejm200005043421801
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6\. PAPAZIAN, L. et al. (ACURASYS). Neuromuscular blockers in early acute respiratory distress syndrome. New England Journal of Medicine, v. 363, p. 1107-1116, 2010\. DOI: 10.1056/nejmoa1005372
7\. MOSS, M. et al. (ROSE / NHLBI PETAL). Early neuromuscular blockade in the acute respiratory distress syndrome. New England Journal of Medicine, v. 380, p. 1997-2008, 2019\. DOI: 10.1056/nejmoa1901686
8\. CAVALCANTI, A. B. et al. (ART). Effect of lung recruitment and titrated PEEP vs low PEEP on mortality in ARDS. JAMA, v. 318, p. 1335, 2017\. DOI: 10.1001/jama.2017.14171
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11\. PATEL, B. K. et al. Effect of noninvasive ventilation delivered by helmet vs face mask on the rate of endotracheal intubation in patients with ARDS. JAMA, v. 315, p. 2435, 2016\. DOI: 10.1001/jama.2016.6338
12\. GRASSELLI, G. et al. ESICM guidelines on acute respiratory distress syndrome: definition, phenotyping and respiratory support strategies. Intensive Care Medicine, v. 49, p. 727-759, 2023\. DOI: 10.1007/s00134-023-07050-7
13\. QADIR, N.; SAHETYA, S.; MUNSHI, L. et al. An update on management of adult patients with acute respiratory distress syndrome: an official ATS clinical practice guideline. American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, v. 209, p. 24-36, 2024\. DOI: 10.1164/rccm.202311-2011st
| Versão | Descrição da alteração | Responsável | Data |
|---|---|---|---|
| 1.0 | Elaboração inicial baseada em Morris et al. (ICM 2025), Global Definition 2024, ESICM 2023 e ATS 2024 | Dr. Jackson Fuck | Maio/2026 |
| Base Legal / Normativa | Referência |
|---|---|
| Dados sensíveis de saúde | LGPD (Lei 13.709/2018) Art. 11 — pseudonimização obrigatória ao exportar |
| Prontuário eletrônico | Resolução CFM 2.314/2022 |
| Segurança do paciente em serviços de saúde | ANVISA RDC 36/2013 |
| Tempo de retenção e auditoria | ANVISA RDC 7/2010 — UTI |
| Conflito de interesse | Declaração de inexistência por parte do elaborador |
📌 NOTA FINAL: Este POP é orientativo e baseado nas melhores evidências disponíveis até maio/2026. A decisão clínica permanece com o médico assistente. Revisão bienal obrigatória ou imediata em caso de publicação de nova diretriz internacional relevante.
| Dr. Jackson Fuck CRM-PR 21.518 Médico Intensivista | Coordenador SAMUTI Professor Coordenador UNIPAR | Elaboração com IA-assistência Claude (Anthropic) Base: Morris IS et al., ICM 2025 \+ guidelines ESICM/ATS Conteúdo revisado e aprovado pelo autor |
|---|
POP-SAMUTI-SDRA-2026 | v1.0 | Maio/2026 | Confidencial — uso interno SAMUTI/UNIPAR
Referências
Conteúdo migrado do Central de Estudos (Blog Dr. Jackson Fuck, Notion).