PRES: Revisão Narrativa de Fisiopatologia, Clínica
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PRES: Revisão Narrativa de Fisiopatologia, Clínica e Avanços

PRES é uma emergência neurológica subdiagnosticada com mortalidade de 10‑19 % e sequelas em até 44 % dos sobreviventes; o diagnóstico precoce por RM (FLAIR + DWI) e a rápida correção do fator precipitante (controle pressórico, suspensão de drogas ofensivas e tratamento de crises epilépticas) são essenciais. A síndrome resulta de falha autoreguladora hipertensiva e lesão endotelial, predominando ed

Protocolo & POP 📄 Resumo de estudo 🏥 UTI / Emergência
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Visão geral

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1. IDENTIFICAÇÃO

CampoDetalhe
TítuloPosterior reversible encephalopathy syndrome (PRES): A narrative review of pathophysiology, clinical insights, and advances in management
AutoresMourid MR, Oweidat M, Abady E, Shahid MA, Ata IM, Shaban NS, Okesanya OJ, Alsabri M, Lusinski E
PeriódicoInternational Journal of Emergency Medicine (2026) 19:48
DOI10.1186/s12245-026-01138-9
TipoRevisão Narrativa
DataRecebido: 24/Out/2025
Filiação SêniorMohammed Alsabri — St. Christopher's Hospital for Children, Philadelphia, PA, USA
AfiliaçõesAlexandria University (Egito), Hebron University (Palestina), Tanta University (Egito), CUNY Brooklyn College (EUA), Menofia University (Egito), University of Thessaly (Grécia)
FinanciamentoNenhum
LicençaCC BY-NC-ND 4.0
Processado porHermes Agent — OpenDataLoader v2.3.0 (12 páginas, JSON+MD+Imagens)
§ 03

2. MENSAGEM PRINCIPAL

PRES é uma emergência neurológica subdiagnosticada, com mortalidade de 10-19% e déficits persistentes em 40-44% dos sobreviventes. O diagnóstico precoce por RM (FLAIR + DWI) e a correção rápida do fator precipitante (controle pressórico, suspensão de drogas ofensoras, controle de crises epilépticas) são os pilares do manejo. A revisão abrange 2014-2024, com ênfase em populações especiais (pediátrica, obstétrica, transplante), e aponta que a disfunção endotelial com quebra da barreira hematoencefálica é o mecanismo central. A mensagem para o intensivista: pense em PRES em todo paciente com crise epiléptica + hipertensão + RM com edema vasogênico parieto-occipital — o tratamento precoce reverte o quadro; o atraso pode deixar sequelas permanentes.
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3. TABELA GERAL (VISÃO PANORÂMICA)

DimensãoSíntese
DefiniçãoSíndrome neurológica aguda caracterizada por edema vasogênico reversível, predominantemente em substância branca subcortical parieto-occipital
Incidência~0,03% das internações nos EUA (39.460 casos em 2016-2019); 0,04% em crianças; 0,4% em UTIP; 0,69% em pacientes com LES
Fatores de RiscoHAS grave (84%), IRC/ESRD (risco 7× maior de morte), doenças autoimunes, sepse, quimioterápicos, inibidores de calcineurina (ciclosporina, tacrolimo), pré-eclâmpsia/eclâmpsia
ClínicaCrise epiléptica (60-90%), cefaleia, alteração visual (visão turva → cegueira cortical), alteração do estado mental/confusão, náusea. Evolução em horas a dias
DiagnósticoRM é padrão-ouro: T2/FLAIR com hipersinal em substância branca parieto-occipital; DWI sem restrição (diferenciar de AVC isquêmico). TC útil como triagem inicial mas subestima extensão
Manejo Agudo(1) Controle pressórico gradual (PAM 105-125 mmHg); (2) Suspensão/substituição de drogas ofensoras; (3) Controle de crises (levetiracetam/fenitoína); (4) Suporte UTI (70% precisam de UTI; 35-40% necessitam VM)
PrognósticoRecuperação completa em 75-90% em 1 semana; mortalidade ~19%; déficits neurológicos persistentes em 10-20% (até 44% com limitação funcional); 40% mantêm lesões radiológicas residuais
Recorrência~4% dos casos; associada a crises falcêmicas, flares autoimunes, crises hipertensivas, IRC
Populações EspeciaisPediátrica: crises + frequentes (60-75%), envolvimento atípico (frontal, gânglios basais, tronco). Obstétrica: eclâmpsia/pré-eclâmpsia, sulfato de magnésio. Transplante: inibidores de calcineurina
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4. METODOLOGIA DA REVISÃO

AspectoDetalhe
DesenhoRevisão narrativa qualitativa
Período2014-2024 (10 anos)
BasesPubMed, EMBASE, Cochrane Library
Termos"posterior reversible encephalopathy syndrome", "PRES pathophysiology", "vasogenic edema", "PRES management"
Critérios de InclusãoCoortes revisadas por pares, séries de casos, ensaios clínicos, guidelines sobre epidemiologia, imagem, fisiopatologia ou tratamento
Critérios de ExclusãoPublicações em idiomas não-ingleses, estudos pré-clínicos, artigos não relacionados a PRES
SeleçãoTriagem por título/abstract → leitura de texto completo quando necessário → busca em referências de artigos-chave
SínteseQualitativa/descritiva (não meta-analítica); identificação de temas recorrentes, áreas de consenso e lacunas
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5. RESULTADOS PRINCIPAIS

5.1 Fisiopatologia (2 vias convergentes)

MecanismoDescriçãoGatilhos
Falha Autoregulatória HipertensivaHipertensão aguda grave → hiperperfusão → aumento da pressão hidrostática capilar → ruptura mecânica da BHE → edema vasogênicoCrise hipertensiva, pré-eclâmpsia
Lesão Endotelial DiretaDisfunção endotelial → quebra da BHE → extravasamento de proteínas plasmáticas → edemaInibidores de calcineurina (ciclosporina, tacrolimo), quimioterápicos, sepse, inflamação sistêmica, autoimunidade

Vulnerabilidade da circulação posterior: inervação simpática mais esparsa → menor capacidade de vasoconstrição protetora → predileção parieto-occipital.

5.2 Características Clínicas

  • Crise epiléptica: 60-90% dos casos; mais frequente em jovens; tipicamente tônico-clônica generalizada; estado de mal epiléptico possível
  • Cefaleia: particularmente comum em crianças com HAS ou síndrome nefrótica
  • Alterações visuais: visão turva → cegueira cortical transitória; geralmente reversível
  • Alteração do estado mental: confusão → redução da consciência; predomina em adultos
  • Déficits focais: hemiparesia, disfasia, ataxia — menos comuns; associados a envolvimento anterior/atípico
  • 5.3 Diagnóstico Diferencial (Tabela 2 do artigo)

    CondiçãoChave ClínicaChave Radiológica
    AVC IsquêmicoDéficit focal súbitoEdema citotóxico; DWI com restrição; padrão territorial
    VasculiteEnvolvimento multissistêmico; PCR/VHS elevadosLesões irregulares; anormalidades da parede vascular na ARM
    EncefaliteFebre, curso progressivoEnvolvimento de substância cinzenta; lesões hipocampais; possível hemorragia
    Encefalopatia MetabólicaConfusão, déficits não focais, distúrbio metabólico sistêmicoEdema cerebral difuso; ausência de lesões localizadas
    Encefalopatia Tóxica/Droga-InduzidaAlteração da consciência, crises, envolvimento multi-orgânicoEdema difuso bilateral; sem restrição à difusão

    5.4 Manejo Agudo (Tabela 3 do artigo — adaptada com doses)

    Anti-Hipertensivos de 1ª Linha

    DrogaMecanismoDoseObservações
    Labetalolα1-bloqueador / β-bloqueador não seletivoInicial: 20 mg IV lento (3 min). Titular: 40 mg a cada 10 min até controle pressórico ou máx. 300 mgDroga de escolha em gestantes
    NicardipinoBloqueador de canal de cálcio di-hidropiridínicoInicial: 5 mg/h IV. Titular: +2,5 mg/h a cada 5-15 minTitulável, perfil seguro
    NimodipinoBloqueador de canal de cálcioInicial: 0,5-1 mg/h (15 mcg/kg/h). Titular até 2 mg/h (30 mg/kg/h)Preferencial em vasoespasmo associado

    Anti-Hipertensivos de 2ª Linha

    DrogaDose
    Enalapril1,25 mg IV 4×/dia (<48h; evitar na gestação)
    Hidralazina1,7-3,5 mg/kg/dia em 4-6 doses
    Nitroprussiato de SódioInicial: 0,25-0,5 mcg/kg/min. Titular: +0,2 mcg/kg/min. Máx: 6 mcg/kg/min

    Antiepilépticos

    DrogaMecanismoDose de AtaqueManutenção
    LevetiracetamModulador SV2A40-60 mg/kg (máx. 6.000 mg)500-1.000 mg 2×/dia (máx. 2.000 mg 2×/dia)
    FenitoínaBloqueador de canal de sódio15-20 mg/kg (máx. 1.500 mg; infusão ≤50 mg/min)4-8 mg/kg; titular para nível sérico 15-20 mg/L
    Ácido ValproicoGABAérgico + bloqueador Na⁺30-40 mg/kg (máx. 3.500 mg)400-1.000 mg 2×/dia (máx. 2.000 mg 2×/dia)
    Nota: Maioria dos pacientes NÃO necessita de terapia antiepiléptica prolongada; epilepsia de longo prazo é rara (1-3,9%).

    5.5 Prognóstico e Preditores

    Preditores de Mau PrognósticoPreditores de Bom Prognóstico
    Encefalopatia gravePré-eclâmpsia/eclâmpsia
    HiperglicemiaApresentação com crise epiléptica predominante
    NeoplasiaCorreção rápida do gatilho
    Correção tardia do fator precipitante
    Múltiplas comorbidades
    PCR elevada, coagulopatia
    Envolvimento do corpo caloso
    Hemorragia (intracerebral/subaracnoidea)
    Restrição à difusão na DWI (infarto estabelecido)
    Edema/hemorragia de tronco cerebral
    ESRD (risco 7× de morte)
    Fibrilação atrial (risco 4× de morte)

    Desfechos em números:

  • Recuperação completa em 1 semana: 75-90%
  • Déficits neurológicos residuais: 10-20%
  • Limitação funcional: até 44%
  • Lesões radiológicas residuais: 40%
  • Mortalidade: ~19%
  • Recorrência: ~4%
  • 5.6 Populações Especiais

    PopulaçãoPeculiaridadesManejo Específico
    PediátricaCrise epiléptica em 60-75%; HAS em 70-80% (frequentemente secundária a nefropatia); envolvimento atípico mais comum (frontal, gânglios basais, tronco); déficits permanentes em ~12%Investigar causa secundária de HAS; RM com atenção a padrões atípicos; monitorização pressórica rigorosa
    ObstétricaAssociado a pré-eclâmpsia/eclâmpsia/HELLP; disfunção endotelial + hipercoagulabilidadeSulfato de magnésio para profilaxia/tratamento de eclâmpsia; anti-hipertensivos (labetalol, nifedipino); EVITAR IECA; parto é tratamento definitivo
    TransplanteFortemente associado a inibidores de calcineurina (ciclosporina, tacrolimo); lesão endotelial direta + vasoconstriçãoRedução de dose ou substituição do agente ofensor; controle pressórico e da função renal
    Maligno (coma)Coma ou deterioração apesar do tratamento; edema/hemorragia radiológicaVM, controle de PIC, correção de coagulopatia, descompressão cirúrgica se indicado
    § 07

    6. FORÇAS E LIMITAÇÕES DO ARTIGO

    Forças

  • Revisão abrangente de 10 anos (2014-2024) com busca em 3 bases de dados
  • Cobertura de populações especiais (pediátrica, obstétrica, transplante) — frequentemente negligenciadas em outras revisões
  • Tabelas clínicas de alta aplicabilidade: critérios diagnósticos, diagnósticos diferenciais, doses de medicamentos
  • Discussão atualizada de biomarcadores e direções futuras de pesquisa
  • Síntese clara dos 2 mecanismos fisiopatológicos convergentes (falha autoregulatória + lesão endotelial)
  • Ênfase no reconhecimento precoce como determinante prognóstico
  • Limitações

  • Revisão narrativa (não sistemática) — sujeita a viés de seleção
  • Sem meta-análise ou quantificação de efeitos
  • Exclusão de publicações não-inglesas → possível viés de idioma
  • Dados de manejo baseados em consenso de especialistas (ausência de ECRs)
  • População dos estudos originais majoritariamente de países de alta renda
  • Não aborda detalhadamente variantes raras (PRES-SCI — envolvimento medular)
  • § 08

    7. APLICABILIDADE CLÍNICA & RECOMENDAÇÕES POP

    📋 Para a UTI — Procedimento Operacional Padrão (POP) Sugerido

    FLUXOGRAMA: Suspeita de PRES na UTI

    🔴 Recomendações POP — Grau de Evidência (GRADE)

    #RecomendaçãoForçaGRADEJustificativa
    R1Em todo paciente com crise epiléptica + HAS aguda + rebaixamento do nível de consciência, solicitar RM crânio com FLAIR + DWI em até 6hFORTE1C (Baixa qualidade, benefício claro)Consenso de especialistas; séries de caso mostram que o atraso diagnóstico aumenta lesão irreversível
    R2Controle pressórico gradual com alvo de PAM 105-125 mmHg, usando anti-hipertensivos IV tituláveis (labetalol ou nicardipino como 1ª linha)FORTE1CBaseado em séries de caso; redução rápida excessiva pode precipitar isquemia cerebral
    R3Em pacientes com suspeita de PRES, revisar lista de medicamentos e suspender/substituir imediatamente inibidores de calcineurina (ciclosporina, tacrolimo) e outros agentes potencialmente ofensoresFORTE1CRelação temporal clara entre exposição e desenvolvimento de PRES em coortes de transplante
    R4Levetiracetam como 1ª linha para controle de crises epilépticas (ataque 40-60 mg/kg, máx. 6g), com plano de desmame em 2-4 semanas após resoluçãoFRACA2CAusência de ECRs específicos para PRES; perfil de segurança favorável do levetiracetam
    R5Em PRES obstétrica, sulfato de magnésio para profilaxia e tratamento de eclâmpsia; EVITAR IECA; considerar parto se risco materno-fetal persistenteFORTE1BECRs em eclâmpsia; benefício bem estabelecido do MgSO₄
    R6Admitir em UTI pacientes com PRES + encefalopatia, estado de mal epiléptico, instabilidade hemodinâmica ou hemorragia intracraniana (70% dos casos requerem UTI)FORTE1CEstudos de coorte mostrando que 35-40% necessitam VM; deterioração rápida é possível
    R7Realizar RM de controle em 2-4 semanas para documentar resolução e investigar lesões residuais; repetir antes se houver deterioração clínicaFRACA2CConsenso; 40% mantêm lesões radiológ

    📊 Tabela Comparativa: PRES vs Outras Emergências Neurológicas na UTI

    CaracterísticaPRESAVC IsquêmicoEncefaliteVasculite Cerebral
    InícioHoras a diasSúbito (minutos)Horas a diasDias a semanas
    Crise Epiléptica60-90%5-10%30-50%10-20%
    HAS na Apresentação84%60-70%Variável30-40%
    Padrão RMEdema vasogênico parieto-occipital bilateralEdema citotóxico territorial/unilateralSubstância cinzenta, hipocampoLesões multifocais irregulares
    DWISem restrição (vasogênico)Restrição (citotóxico)Pode ter restriçãoVariável
    ARMNormal ou vasoconstrição leve reversívelOclusão/estenose vascularNormalAnormalidades da parede vascular
    LCRNormalNormalPleocitose, hiperproteinorraquiaPode ter alterações inflamatórias
    PCR/VHSNormal ou leve elevaçãoNormal ou leveElevadosMuito elevados
    Reversibilidade75-90% em 1 semanaDéficit permanente (sem reperfusão)Variável com tratamentoParcial com imunossupressão

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    💊 Tabela de Doses Rápidas para a Beira-Leito

    SituaçãoDrogaDoseViaCuidado
    HAS urgênciaLabetalol20 mg em 3 min; repetir 40 mg a cada 10 minIV lentoMáx. 300 mg; evitar se BAV
    HAS urgência (alternativo)Nicardipino5 mg/h; +2,5 mg/h a cada 5-15 minIV contínuoMonitorizar FC
    Crise epilépticaLevetiracetam40-60 mg/kg (máx. 6g)IV (15 min)Ajustar na IRC
    Crise epiléptica (alternativo)Fenitoína15-20 mg/kg (máx. 1,5g)IV (≤50 mg/min)Monitorizar PA e ECG
    Estado de malÁcido Valproico30-40 mg/kg (máx. 3,5g)IV (10 mg/kg/min)Hepatopatia? Evitar
    EclâmpsiaSulfato de Magnésio4-6g em 20 min; manutenção 1-2g/hIVReflexo patelar, FR, diurese
    Eclâmpsia refratáriaRepetir MgSO₄ 2gDose adicionalIVNível sérico se disponível
    § 09

    8. CONTEXTO — O QUE ISTO ACRESCENTA À LITERATURA

    Estado Atual do Conhecimento

  • PRES foi descrito pela primeira vez em 1996 por Hinchey et al. (NEJM)
  • Desde então, o reconhecimento aumentou paralelamente à disponibilidade de RM
  • Revisões anteriores focavam em aspectos isolados (adultos OU crianças OU obstetrícia); esta revisão integra as 3 populações
  • Permanece sem ECRs — todo o manejo é baseado em consenso de especialistas e séries de caso
  • Lacunas Identificadas

  • Fisiopatologia incompleta: mecanismos precisos de lesão endotelial e falha autoregulatória ainda não totalmente definidos
  • Biomarcadores: VEGF, células endoteliais circulantes, MMPs são promissores mas NÃO validados para uso clínico
  • Terapias-alvo: modulação RAAS (IECA/BRA), antagonistas de receptores AVP (vaptans), anticorpos anti-C5/anti-TNF-α/anti-IL-6 — todos em fase experimental
  • Predisposição genética: papel ainda não investigado
  • Critérios diagnósticos padronizados: ausentes; variabilidade entre centros
  • Manejo específico por etiologia: protocols distintos para PRES pós-transplante vs. obstétrico vs. séptico são necessários
  • Direções Futuras

  • Estudos prospectivos multicêntricos com critérios diagnósticos uniformes
  • Validação de biomarcadores de disfunção endotelial para estratificação de risco
  • Neuroimagem avançada: RM de perfusão, espectroscopia (MRS), SWI para micro-hemorragias
  • ECRs de intervenções farmacológicas direcionadas (RAAS, vaptans, imunobiológicos)
  • Integração multidisciplinar: neurologia, medicina intensiva, obstetrícia, pediatria, transplante
  • § 10

    9. ABREVIATURAS & TAGS

    Abreviaturas

    SiglaSignificado
    ADCApparent Diffusion Coefficient (Coeficiente de Difusão Aparente)
    ARMAngio-Ressonância Magnética
    AVPArginina Vasopressina
    BHEBarreira Hematoencefálica
    DWIDiffusion-Weighted Imaging (Difusão por RM)
    ECREnsaio Clínico Randomizado
    ESRDEnd-Stage Renal Disease (Doença Renal Terminal)
    FLAIRFluid-Attenuated Inversion Recovery
    HASHipertensão Arterial Sistêmica
    HELLPHemolysis, Elevated Liver enzymes, Low Platelets
    IECAInibidor da Enzima Conversora de Angiotensina
    IRCInsuficiência Renal Crônica
    LCRLíquido Cefalorraquidiano
    LESLúpus Eritematoso Sistêmico
    MMPMatrix Metalloproteinase (Metaloproteinase de Matriz)
    MRSMagnetic Resonance Spectroscopy (Espectroscopia por RM)
    PAMPressão Arterial Média
    PRESPosterior Reversible Encephalopathy Syndrome
    PRES-SCIPRES com envolvimento medular (Spinal Cord Involvement)
    RAASRenin-Angiotensin-Aldosterone System
    RMRessonância Magnética
    SWISusceptibility-Weighted Imaging
    UTIPUnidade de Terapia Intensiva Pediátrica
    VEGFVascular Endothelial Growth Factor
    VMVentilação Mecânica

    Tags

    PRES encefalopatia hipertensiva edema vasogênico barreira hematoencefálica crise epiléptica UTI emergência neurológica neuroimagem RM populações especiais pediatria obstetrícia transplante inibidores de calcineurina controle pressórico POP revisão narrativa 2026

    Síntese gerada por Hermes Agent em 18/05/2026 a partir do artigo original: Mourid et al. Int J Emerg Med (2026) 19:48. Extração completa via OpenDataLoader v2.3.0.

    Refs

    Referências

    Conteúdo migrado do Central de Estudos (Blog Dr. Jackson Fuck, Notion).