Ultrassom Torácico no Manejo de Fluidos em TI — Re
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Ultrassom Torácico no Manejo de Fluidos em TI — Resumo Execu

O ultrassom torácico (TUS) é apresentado como ferramenta de ponto de atendimento que diferencia responsividade ao volume da tolerância pulmonar, propondo o framework FLUID (Responsividade + Tolerância, Congestão Pulmonar, Ultrafiltração, Terapia Individualizada e Diferenciação de choque) para integrar achados de TUS, eco focal e VExUS no manejo de fluidos em pacientes críticos com SDRA, insuficiên

Choque & Hemodinâmica 📄 Resumo de estudo 🏥 UTI / Emergência
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Visão geral

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📄 Identificação

Título: The role of thoracic ultrasound in fluid management in critical care: a narrative review

Autores: Rogerio da Hora Passos; Leonardo Van De Wiel Barros Urbano Andari; Marcela de Almeida Lopes; Vinicius Barbosa Galindo; Uri Adrian Prync Flato; Roberto Camargo Narciso; Carolina de Moraes Pellegrino; Thais Dias Midega; Renan Sandoval de Almeida; Fernanda Oliveira Coelho; Bruno Zawadzki; Rafael Hortêncio Melo; Bruno de Arruda Bravim

Periódico: Journal of Thoracic Disease | Ano: 2026 | Vol: 18, n. 1, p. 40

DOI: 10.21037/jtd-2025-1103 | Publisher: AME Publishing Company

Tipo: Revisão Narrativa (PubMed, Scopus, Embase — janeiro 2015 a janeiro 2025)

Instituições: Hospital Israelita Albert Einstein (São Paulo, Brasil) · DaVita Tratamento Renal · Fordham University (NY, EUA) · Hospital Vila Nova Star-Rede D'Or

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🎯 Mensagem Principal

O ultrassom torácico (Thoracic Ultrasound — TUS) é a ferramenta de beira-leito que separa dois conceitos clinicamente decisivos: fluid responsiveness (o coração responde a volume) ≠ fluid tolerance (o pulmão aguenta o volume). Responsividade é necessária, mas não suficiente para decidir bolus. O artigo propõe o framework FLUID — raciocínio iterativo, não protocolo prescritivo — para integrar achados de TUS, eco focal e Doppler venoso ao manejo individualizado de fluidos em SDRA, IC descompensada, terapia de substituição renal (KRT) e choque.
Nota sobre figuras: As Fig. 1 (padrões US) e Fig. 2 (caso clínico FLUID) extraídas do PDF estão disponíveis no repositório local decks/medicine/thoracic-ultrasound-fluid/assets/. As figuras estão preservadas no deck e no study-summary versionados no Git.
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📊 Visão Geral

AspectoDetalhe
ObjetivoSintetizar evidência 2015–2025 sobre TUS no manejo de fluidos e propor framework FLUID
População-alvoAdultos criticamente enfermos em SDRA, IC aguda, KRT, choque
Intervenção conceitualAvaliação seriada por TUS integrada a eco focal e VExUS
MétodoRevisão narrativa em PubMed, Scopus, Embase + artigos-marco prévios
CritériosAdultos, revisões sistemáticas, RCTs, consensos. Excl: editoriais, pediátrico, veterinário
SeleçãoDupla revisão independente
Conclusão centralTUS + FLUID melhoram detecção de EVLW, individualizam decisão de fluido, podem reduzir balanço cumulativo e re-hospitalização em IC
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🔬 Base Fisiológica e Técnica

Achados-chave do ultrassom pulmonar

PadrãoInterpretação físicaCorrelação clínica
A-linesLinhas horizontais paralelas à pleura — reverberação em pulmão aeradoPulmão normal · pneumotórax (sem sliding)
B-linesArtefatos verticais laser da pleura ao fundo≥ 3 em um campo = EVLW aumentada · edema · SDRA · fibrose
Pleural slidingMovimento da linha pleuralAusência → pneumotórax (alta sensibilidade)
Derrame pleuralEspaço anecoico acima do diafragmaIC, sobrecarga, infecção, neoplasia
ConsolidaçãoTecido hepatizado com broncogramasPneumonia, atelectasia, SDRA

Por que TUS supera PVC e exame físico

  • TUS identifica EVLW diretamente; PVC é pressão, não volume pulmonar
  • LUS score é quantitativo, reprodutível, repetível
  • Sensibilidade superior ao exame físico para crepitações e congestão precoce
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    🧭 O Framework FLUID

    ⚙️ Fluxograma
    flowchart TD
        F[F - Fluid Responsiveness + Tolerance] --> L[L - Lung Congestion]
        L --> U[U - Ultrafiltration Optimization]
        U --> I[I - Individualized Therapy]
        I --> D[D - Differentiating Shock]
        D -->|Reavaliar| F
        style F fill:#4A90E2,stroke:#2E5C8A,color:#fff
        style L fill:#F5A623,stroke:#C87E0A,color:#fff
        style U fill:#7ED321,stroke:#5FA019,color:#fff
        style I fill:#D4A85F,stroke:#A88542,color:#fff
        style D fill:#D0021B,stroke:#9A0115,color:#fff
    LetraSignificadoPergunta à beira-leito
    FFluid Responsiveness & ToleranceO paciente responde a bolus? Tolera?
    LLung CongestionHá B-lines, LUS score alto, derrame?
    UUltrafiltration OptimizationEm KRT, qual taxa de UF tolerada?
    IIndividualized TherapyAdaptar ao contexto e basal
    DDifferentiating ShockUS diferencia causa do choque
    Framework é construção mental, não prescrição. Reavaliação seriada > limiares fixos.
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    📈 Evidência por Cenário Clínico

    Cenário 1 — SDRA

    Pergunta clínicaResposta TUS-guiada
    Bolus em SDRA hipotenso?B-lines bilaterais → NÃO. Vasopressor primeiro
    Quando iniciar desmame?↓ LUS score prediz sucesso de extubação
    Monitor de recrutamentoTUS pré-post PEEP = biomarcador regional

    Estratégias TUS-guiadas podem facilitar liberação ventilatória. Desfechos duros em investigação.

    Cenário 2 — IC Descompensada

    MomentoAchado TUSDecisão
    AdmissãoB-lines ≥ 15 em 8 zonasAlta pré-teste para EVLW → diurético IV
    Internado↓ B-linesCongestão respondendo
    Pré-altaLUS residualPreditor de re-hospitalização

    TUS-guided reduz balanço cumulativo e rehospitalização em IC — uso mais validado.

    Cenário 3 — KRT e Ultrafiltração

    AvaliaçãoAchadoSignificado
    Pré-UFB-lines + VExUS + derrameMapa de congestão total
    Durante UFQueda de B-lines sem hipotensãoUF tolerada
    Alto grauVExUS 2–3Pior desfecho renal e mortalidade

    UF guiada por US reduz hipotensão intradialítica e pode preservar recuperação renal.

    Cenário 4 — Choque

    Combinação USPerfilDiagnóstico
    A-profile + IVC colapsadaHipovolemiaHemorrágico / distributivo inicial
    B-profile bilateralEVLW ↑Cardiogênico / sobrecarga
    B unilateral + consolidaçãoFoco pulmonarSéptico pulmonar
    A-profile + VD dilatado + IVC grandeFalência VDTEP maçiço
    Derrame pericardic + colapsoPericardicTamponamento

    Derivado dos protocolos BLUE e RUSH.

    § 08

    💊 Pontos de Destaque

    ✅ Forças

  • Primeira proposição formal do framework FLUID
  • Síntese atualizada (2015–2025)
  • Autoria brasileira líder (Einstein + DaVita)
  • Distinção responsividade vs. tolerância explícita
  • Figuras didáticas bem construídas
  • ⚠️ Limitações

    LimitaçãoImplicação
    Revisão narrativaViés de seleção
    FLUID não validado prospectivamenteUso como ferramenta de ensino
    Heterogeneidade de protocolosDifícil comparabilidade
    Operador-dependenteExige treinamento
    Evidência fraca em mortalidadeReduz balanço, mortalidade inconsistente
    § 09

    🏥 Aplicabilidade Clínica

    Para quem: Intensivistas, nefrologistas, cardiologistas, ecografistas POCUS

    Quando: SDRA, IC descompensada, KRT, choque indiferenciado

    Mudanças de prática sugeridas

    RecomendaçãoAção prática
    Antes de cada bolus em críticoTUS 6 zonas • eco focal + VExUS
    Em IC — pré-altaLUS score como critério de alta
    Em KRT — pré-UFMapear congestão: B-lines + VExUS
    Em choque indiferenciadoBLUE/RUSH em ≤ 10 min
    No desmame ventilatórioLUS durante SBT

    Cautelas

  • TUS não substitui eco completo
  • Obesidade, curativo, enfisema SC limitam janelas
  • LUS score: limiares variam entre estudos
  • Decisão final integra contexto clínico
  • § 10

    📚 Contexto na Literatura

  • Extende BLUE (Lichtenstein, 2008) e RUSH ao manejo contínuo
  • Incorpora VExUS (Beaubien-Souligny, 2020)
  • Alinha-se com guideline ESICM 2021
  • Complementa fluid stewardship (Rosner, 2018; Malbrain, 2020)
  • EstudoAchado
    ESICM fluid therapy guidelineAvaliação dinâmica
    Condensed Lung US TrainingCompetência com treino breve
    Lung US-guided UFMenor hipotensão em HD
    US in HFReduz re-hospitalização
    § 11

    🔮 Implicações Futuras

    Perguntas não respondidas

  • Benefício de mortalidade de TUS-guided em sepse?
  • Qual LUS score deve bloquear bolus em SDRA?
  • IA pode substituir operador?
  • VExUS aditivo ou substitui CVP?
  • Pesquisa futura

  • RCTs multicêntricos TUS-guided vs. standard em sepse e IC
  • Validação prospectiva do framework FLUID
  • IA para quantificação de B-lines
  • Consenso de zonas e metodologia
  • Custo-efetividade na UTI brasileira
  • § 12

    🧠 Perguntas para Estudo (Taxonomia de Bloom)

    Conhecimento

  • Defina fluid responsiveness e fluid tolerance.
  • O que significa cada letra do acrônimo FLUID?
  • Descreva três achados cardinais do ultrassom pulmonar.
  • Compreensão

  • Por que PVC e exame físico erram na detecção de EVLW?
  • Explique por que um paciente pode ser responsível e ao mesmo tempo intolerante a volume.
  • Descreva a relação entre B-lines e EVLW.
  • Aplicação

  • Paciente em SDRA, hipotenso, com B-lines difusas — você dá bolus? Justifique.
  • Como aplicar o framework FLUID em paciente em KRT intermitente com PAD caindo durante UF?
  • Análise

  • Compare BLUE protocol vs. FLUID framework: em que cenários cada um é superior?
  • Analise por que o LUS score pré-alta prediz re-hospitalização em IC.
  • Síntese

  • Desenhe um protocolo de 7 passos para avaliação seriada de fluidos em paciente séptico nas primeiras 24h.
  • Elabore um checklist de 5 itens para autorizar bolus em paciente crítico.
  • Avaliação

  • Critique a ausência de validação prospectiva do framework FLUID.
  • A curva de aprendizado de TUS justifica programas obrigatórios de treinamento em UTIs brasileiras?
  • Julgue a robustez da evidência para TUS-guided fluid em IC vs. sepse.
  • § 13

    📖 Referência ABNT

    DA HORA PASSOS, Rogerio et al. The role of thoracic ultrasound in fluid management in critical care: a narrative review. Journal of Thoracic Disease, v. 18, n. 1, p. 40, 2026. DOI: https://doi.org/10.21037/jtd-2025-1103.

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    📝 Lista de Abreviaturas

    SiglaSignificado
    AIArtificial Intelligence
    ARDS / SDRAAcute Respiratory Distress Syndrome
    BLUEBedside Lung Ultrasound in Emergency
    CVPCentral Venous Pressure
    EVLWExtravascular Lung Water
    FEFração de Ejeção
    ICInsuficiência Cardíaca
    IVCInferior Vena Cava
    KRTKidney Replacement Therapy
    LUSLung Ultrasound Score
    LVOTLeft Ventricular Outflow Tract
    PEEPPositive End-Expiratory Pressure
    PLAPSPosterolateral Alveolar and/or Pleural Syndrome
    PLRPassive Leg Raising
    POCUSPoint-of-Care Ultrasound
    RUSHRapid Ultrasound in Shock
    SBTSpontaneous Breathing Trial
    TEPTromboembolia Pulmonar
    TUSThoracic Ultrasound
    UFUltrafiltração
    UTIUnidade de Terapia Intensiva
    VDVentrículo Direito
    VExUSVenous Excess Ultrasound Score
    VTIVelocity-Time Integral
    § 15

    🏷️ Tags

    #uti #ultrassom #pocus #fluid-stewardship #ards #ic-descompensada #krt #ultrafiltracao #choque #framework-fluid #lung-ultrasound #vexus

    § 16

    🗺️ Mapa Mental

    ⚙️ Fluxograma
    mindmap
      root((Thoracic US Fluid Management))
        Conceitos
          Fluid Responsiveness
          Fluid Tolerance
          EVLW
        TUS Fundamentos
          A-lines
          B-lines
          Pleural Sliding
          Derrame
          Consolidação
        Framework FLUID
          F Responsiveness Tolerance
          L Lung Congestion
          U Ultrafiltration
          I Individualized
          D Differentiating Shock
        Integração
          Eco focal
          VExUS
        Cenários
          SDRA
          IC
          KRT
          Choque
        Futuro
          IA
          Padronização
          RCTs TUS-guided

    Fim do Resumo

    Refs

    Referências