Ventilator-associated pneumonia (VAP) - BJA Educat
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Ventilator-associated pneumonia (VAP) - BJA Education 2025

A pneumonia associada à ventilação mecânica (VAP) é uma complicação comum que aumenta a morbimortalidade. A definição e diagnóstico variam conforme os critérios utilizados, e estratégias de prevenção têm evidências variadas. O tratamento antimicrobiano é recomendado por 7-8 dias, podendo ser reduzido para 3-5 dias em pacientes selecionados. A abordagem clínica deve incluir protocolos baseados no a

Respiratória 📄 Resumo de estudo 🏥 UTI / Emergência
§ 01

Visão geral

§ 02

📄 Identificação

  • Título: Ventilator-associated pneumonia (VAP)
  • Autores: D. Jayasimhan FRACP & P.J. Young
  • Periódico: BJA Education | Ano: 2025
  • DOI: 10.1016/j.bjae.2025.07.002
  • Instituições: Auckland City Hospital, Wellington Regional Hospital, Medical Research Institute of New Zealand
  • Tipo: Artigo de Revisão Educacional (Educational Review)
  • 🎯 A Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (VAP) é uma complicação frequente da ventilação invasiva, associada a aumentos de morbimortalidade. Sua definição e diagnóstico variam significativamente conforme os critérios utilizados (HELICS vs CPIS vs ATS/IDSA vs ERS). Estratégias de prevenção têm evidência variada, e a duração do tratamento antimicrobiano vem sendo reduzida: 7-8 dias recomendados, podendo chegar a 3-5 dias em pacientes selecionados.
    § 03

    📊 Visão Geral

    ParâmetroDetalhe
    DefiniçãoInfecção do parênquima pulmonar ≥48h após início de ventilação mecânica
    IncidênciaVaria entre regiões do mundo (definições diferentes)
    Custo estimado~$40.000 USD/paciente (EUA) / ~£10.000/paciente (UK)
    Principais patógenosS. aureus (incl. MRSA), P. aeruginosa, bacilos Gram-negativos
    Fatores risco MDRVM >5 dias + exposição prévia a ATB de amplo espectro
    § 04

    🔬 Metodologia

  • Revisão narrativa da literatura recente sobre VAP
  • Comparação de definições: HELICS (Europa), CPIS (Clinical Pulmonary Infection Score), ATS/IDSA 2016 e ERS/ESICM/ESCMID/ALAT 2017
  • Análise de ECRs recentes: AMIKINHAL, PROPHY-VAP, BLING-III, REGARD-VAP
  • Análise de revisões sistemáticas e meta-análises publicadas
  • § 05

    💡 Pontos de Destaque

  • Definições divergentes: ATS/IDSA 2016 recomenda amostras proximais semiquantitativas vs ERS 2017 recomenda amostras distais quantitativas
  • Diagnóstico molecular: PCR multiplex pode detectar até 20 patógenos + 20 marcadores de resistência em amostra broncoscópica
  • Tecnologia emergente: detecção precoce de VAP pelo ar exalado (Bakali et al. Ann Surg 2024)
  • REGARD-VAP: tratamento de 3-5 dias é não-inferior a cursos mais longos em pacientes selecionados (boa resposta clínica, sem abscesso/cavitação/fibrose cística)
  • Evitar cefepime quando houver risco de efeitos neurológicos adversos (preferir pip/tazo) — evidência do ACORN trial 2023
  • SDD é eficaz mas controversa pelo risco de selecionar microrganismos multirresistentes
  • BLING-III (7000+ pacientes): infusão contínua vs intermitente de β-lactâmicos — análise ajustada sugeriu menor mortalidade em 90d com infusão contínua (OR 0.81-1.01)
  • VAP de início precoce sem fatores de risco MDR: cefalosporina 3ª geração ou aminopenicilina + inibidor de β-lactamase
  • § 06

    🏥 Aplicabilidade Clínica

  • Adotar protocolo baseado no antibiograma local
  • Empírico precoce: cobrir obrigatoriamente S. aureus + P. aeruginosa
  • Sem risco de MDR: cefalosporina 3ª geração ou aminopenicilina + inibidor de β-lactamase
  • Com risco de MDR ou choque séptico: combinar 2 antipseudomonas de classes diferentes + cobrir MRSA (se fatores de risco)
  • Desescalar assim que resultados de culturas e antibiograma estiverem disponíveis
  • Considerar infusão contínua de β-lactâmicos em casos graves de sepse
  • Duração: 7-8 dias (padrão), podendo ser 3-5 dias em selecionados
  • § 07

    📝 Lista de Abreviaturas

  • VAP: Ventilator-Associated Pneumonia (Pneumonia associada à VM)
  • HELICS: Hospitals in Europe Link for Infection Control Through Surveillance
  • CPIS: Clinical Pulmonary Infection Score
  • ATS/IDSA: American Thoracic Society / Infectious Diseases Society of America
  • ERS/ESICM/ESCMID/ALAT: European Respiratory Society / ESICM / ESCMID / Asociación Latinoamericana del Tórax
  • SDD: Selective Decontamination of the Digestive Tract (Descontaminação Seletiva do Trato Digestivo)
  • MDR: Multidrug-Resistant (Multirresistente)
  • MRSA: Methicillin-Resistant Staphylococcus aureus
  • IBP/PPI: Inibidor de Bomba de Prótons / Proton Pump Inhibitor
  • BLING-III: Beta-Lactam Infusion Group III Trial
  • AMIKINHAL: Inhaled Amikacin vs Placebo to Prevent VAP Trial
  • PROPHY-VAP: Prevention of Early VAP in Comatose Brain Injured Patients
  • REGARD-VAP: Reducing Antibiotic Treatment Duration for VAP Trial
  • ACORN: Ensaio randomizado Cefepime vs Piperacilina-Tazobactam
  • § 08

    🏷️ Tags

  • #UTI · #VAP · #Pneumonia · #VentilaçãoMecânica · #Antimicrobianos · #InfeccaoHospitalar · #MDR · #SDD · #ATS · #ERS · #BLING-III · #Profilaxia
  • § 09

    📈 Resultados Principais e Recomendações para POP

    🎯 Seção detalhada com evidência de alto nível e recomendações operacionais para elaboração de Procedimento Operacional Padrão (POP) de VAP na UTI.

    1.1 📦 Bundles de Prevenção de VAP

  • Componentes IHI (2004):
  • Elevação da cabeceira a 30°
  • Testes diários de despertar espontâneo e respiração espontânea
  • Profilaxia de úlcera de estresse
  • Profilaxia de tromboembolismo venoso
  • Modificações adicionadas por sociedades internacionais: evitar trocas frequentes do circuito do ventilador, aspiração de secreções subglóticas, monitorização da pressão do cuff da cânula traqueal e volume residual gástrico
  • Evidência:
  • Revisão sistemática de Mastrogianni et al. 2023 encontrou redução na incidência de VAP associada a bundles, mas TODOS os estudos eram coortes observacionais pré/pós-intervenção (alto viés de publicação). Estudos eram pequenos e heterogêneos, impossibilitando atribuir efeito a cada componente.
  • 1.2 🫁 Monitorização do Volume Residual Gástrico

  • Evidência:
  • Ensaio RCT multicêntrico Reignier et al. (JAMA 2013, n=499): NÃO monitorar volume residual gástrico foi não-inferior à monitorização rotineira na prevenção de VAP.
  • Meta-análise Cochrane (Yasuda et al. 2021): sem diferença significativa em mortalidade ou incidência de pneumonia entre monitorização frequente, menos frequente ou nenhuma. Evidência de baixa certeza.
  • Consenso:
  • Guidelines atuais NÃO suportam monitorização rotineira de volume residual gástrico como medida de prevenção de VAP.
  • Uso recomendado: guiar tolerância à dieta enteral, NÃO prevenir VAP.
  • 1.3 💊 Profilaxia de Úlcera de Estresse — IBPs

  • Controvérsia histórica:
  • Estudos antigos (MacLaren et al. 2014) sugeriam que IBPs aumentam risco de VAP vs antagonistas H2.
  • Ensaio PEPTIC (JAMA 2020, n=3.298; depois expandido NEJM 2024, n=6.500+): pantoprazol vs placebo. Sem diferença em sangramento GI clinicamente importante. Sinal de possível dano nos primeiros dados não foi reproduzido nos dois grandes RCTs subsequentes (Krag et al. NEJM 2018, n=3.298; Cook et al. NEJM 2024).
  • Meta-análise atualizada (Wang et al. NEJM Evid 2024): IBPs não aumentam incidência de pneumonia (baixa certeza).
  • Taxas de C. difficile similares entre grupos (Cook et al. NEJM 2024).
  • 1.4 🦠 Descontaminação Seletiva do Trato Digestivo (SDD)

  • Evidência de eficácia:
  • SuDDICU (JAMA 2022, n=5.647): SDD reduziu mortalidade hospitalar em pacientes críticos em VM. Ensaio cluster-randomizado na Austrália e Nova Zelândia.
  • Meta-análise (Hammond et al. JAMA 2022): confirma redução de mortalidade com SDD.
  • Subanálise Young et al. (ICM 2024): pacientes com lesão cerebral aguda tiveram redução significativa de mortalidade hospitalar quando receberam SDD vs cuidado padrão.
  • Controvérsias:
  • Risco de selecionar microrganismos multirresistentes (MDR) — principal barreira à adoção universal.
  • Exige concordância multdisciplinar: infectologia, microbiologia, prevenção de infecção, farmácia.
  • Decisão de implementar SDD deve ser contextualizada a recursos e prioridades locais.
  • 1.5 🛡️ Antibióticos Profiláticos para Prevenção de VAP

    1.5.1 Amicacina Inalatória (AMIKINHAL)

  • Ensaio AMIKINHAL (NEJM 2023, Ehrmann et al.): multicêntrico
  • Amicacina inalatória por 3 dias, iniciada ≤72h após início da VM.
  • Desfecho primário: incidência de VAP até dia 28 (adjudicada cegamente por comitê central, incluindo amostra microbiológica positiva).
  • Resultado: redução SIGNIFICATIVA da incidência de VAP no grupo amicacina inalatória vs placebo.
  • 1.5.2 Profilaxia em Lesão Cerebral Aguda / PCR

  • François et al. (NEJM 2019): amoxicilina-clavulanato 48h vs placebo pós-PCR.
  • Reduziu incidência de VAP precoce, mas SEM diferença em dias livres de VM ou mortalidade.
  • PROPHY-VAP (Lancet Respir Med 2024, n=345): dose única de ceftriaxona em TCE (trauma craniano, AVC, HSA).
  • Resultado: reduziu VAP precoce (dias 2-7) e redução absoluta de mortalidade de 10% no grupo antibiótico.
  • Meta-análise Hadley-Brown et al. (CHEST 2024): redução significativa de risco de VAP, mas SEM diferença em mortalidade.
  • Limitações: VAP como endpoint tem vício inerente (ATB precoce impede crescimento laboratorial do organismo, viesando adjudicação contra VAP).
  • Benefício neurológico potencial: prevenir VAP pode reduzir delírio infeccioso, melhorando neuroprognóstico.
  • 1.6 🔬 Amostragem do Trato Respiratório Inferior

  • Aspirado traqueal:
  • Barato, fácil, minimamente invasivo. Permite Gram e culturas convencionais.
  • Limitação: colonização proximal frequente em VM pode não representar infecção verdadeira → risco de ATB desnecessário e seleção de MDR.
  • Ferramentas moleculares (PCR quantitativo) não bem validadas em aspirado traqueal.
  • Lavado broncoalveolar (LBA) com cultura quantitativa:
  • Melhor identificação de VAP verdadeira e otimização de escolha antibiótica.
  • Limitação: invasivo, requer broncoscópio e pessoal treinado, pode ser mal tolerado em hipoxemia grave.
  • Meta-análise (Berton et al., Cochrane 2014): técnicas invasivas vs minimamente invasivas NÃO melhoraram desfechos centrados no paciente.
  • Divergência de guidelines:
  • ATS/IDSA 2016: amostragem não invasiva (incluindo lavado bronquial não dirigido) com culturas semiquantitativas. Racional: menor risco, menor custo, acesso rápido → evitar atraso no início do ATB.
  • ERS/ESICM/ESCMID/ALAT 2017: amostragem distal com culturas quantitativas. Racional: reduzir exposição antibiótica desnecessária.
  • Ambas: recomendação FRACA, evidência de BAIXA CERTEZA.
  • 1.7 🧬 Ferramentas Diagnósticas Moleculares Novas

  • PCR multiplex em amostra broncoscópica:
  • Detecta até 20 patógenos comuns de VAP + até 20 marcadores de resistência.
  • Concordância de 50-60% com técnicas de cultura padrão.
  • Vantagem: resultado rápido, antes da sensibilidade microbiológica estar disponível.
  • Risco: sobredetecção — não diferencia DNA de organismos viáveis vs não viáveis.
  • Análise de ar exalado (Bakali et al. Ann Surg 2024):
  • Detecção de compostos orgânicos voláteis (COVs) em filtro HME.
  • Associação entre dissulfeto de carbono e proliferação de Gram-negativos.
  • Pode detectar VAP até 3 dias ANTES dos sinais clínicos.
  • Atualmente: ferramenta de pesquisa, mínima tradução para prática clínica.
  • 1.8 💉 Escolha do Antimicrobiano Empírico e Direcionado

    1.8.1 VAP Precoce (<5 dias) SEM fatores de risco MDR

  • Cefalosporina de 3ª geração (ceftriaxona) ou aminopenicilina + inibidor de β-lactamase (amoxicilina-clavulanato).
  • Recomendação FRACA, evidência de BAIXA CERTEZA (ERS/IDSA).
  • 1.8.2 VAP Tardio (>5 dias) OU risco de MDR

  • β-lactâmico antipseudomonas: piperacilina-tazobactam, cefepima ou meropenem.
  • Se alto risco de MRSA: adicionar vancomicina ou linezolida (ambos com boa penetração pulmonar).
  • Comparativo Pip/Tazo vs Cefepima:
  • ACORN trial (JAMA 2023, Qian et al.): sem diferença em injúria renal, mortalidade ou eventos adversos renais maiores.
  • PORÉM: cefepima reduziu dias vivo e livre de delírio/coma — provável neurotoxicidade (inibição concentração-dependente de receptores GABA).
  • Se escolha for equívoca entre Pip/Tazo e Cefepima: RECOMENDAR piperacilina-tazobactam para evitar efeitos neurológicos adversos.
  • Risco do meropenem: seleção de produtores de carbapenemase (KPC, NDM, OXA-48).
  • Atenção: pip/tazo pode não cobrir adequadamente produtores de β-lactamase Amp-C (Enterobacter, Serratia, Acinetobacter).
  • 1.8.3 Terapia Combinada

  • ATS/IDSA 2016: 2 antipseudomonas de classes diferentes APENAS em pacientes com fatores de risco específicos para MDR (recomendação FRACA, evidência MUITO BAIXA).
  • ERS 2017: terapia combinada empírica para cobrir Gram-negativos + anti-MRSA em pacientes de ALTO RISCO (sepse grave, choque séptico) — recomendação FORTE, evidência MODERADA.
  • Desescalonar assim que susceptibilidade disponível (dia 3).
  • 1.9 ⏱️ Infusão Contínua vs Intermitente de β-Lactâmicos

  • Racional farmacocinético: eficácia de β-lactâmicos depende do tempo que a concentração sérica permanece acima da CIM (T>CIM). Infusão contínua maximiza esse tempo.
  • BLING-III (JAMA 2024, n>7.000):
  • Infusão contínua vs intermitente de β-lactâmico (pip/tazo ou meropenem) em sepse.
  • Análise não ajustada: sem diferença em mortalidade (OR 0.81-1.01).
  • Análise pré-especificada ajustada (sexo, gravidade, tipo de β-lactâmico): redução SIGNIFICATIVA de mortalidade em 90 dias no grupo infusão contínua.
  • Meta-análise bayesiana de 18 ECRs (incl. BLING-III, Abdul-Aziz et al. JAMA 2024): alta probabilidade de que infusão prolongada de β-lactâmicos reduz risco de morte em sepse/choque séptico vs infusão intermitente.
  • § 10

    📈 Resultados Principais e Recomendações para POP

    🎯 Seção detalhada com evidência de alto nível e recomendações operacionais para elaboração de Procedimento Operacional Padrão (POP) de VAP na UTI.

    1.1 📦 Bundles de Prevenção de VAP

  • Componentes IHI (2004):
  • Elevação da cabeceira a 30°
  • Testes diários de despertar espontâneo e respiração espontânea
  • Profilaxia de úlcera de estresse
  • Profilaxia de tromboembolismo venoso
  • Modificações adicionadas por sociedades internacionais: evitar trocas frequentes do circuito do ventilador, aspiração de secreções subglóticas, monitorização da pressão do cuff da cânula traqueal e volume residual gástrico
  • 1.4 🦠 Descontaminação Seletiva do Trato Digestivo (SDD)

  • Evidência de eficácia:
  • SuDDICU (JAMA 2022, n=5.647): SDD reduziu mortalidade hospitalar em pacientes críticos em VM. Ensaio cluster-randomizado na Austrália e Nova Zelândia.
  • Meta-análise (Hammond et al. JAMA 2022): confirma redução de mortalidade com SDD.
  • Subanálise Young et al. (ICM 2024): pacientes com lesão cerebral aguda tiveram redução significativa de mortalidade hospitalar quando receberam SDD vs cuidado padrão.
  • Controvérsias:
  • Risco de selecionar microrganismos multirresistentes (MDR) — principal barreira à adoção universal.
  • Exige concordância multdisciplinar: infectologia, microbiologia, prevenção de infecção, farmácia.
  • Decisão de implementar SDD deve ser contextualizada a recursos e prioridades locais.
  • Aspirado traqueal:
  • Barato, fácil, minimamente invasivo. Permite Gram e culturas convencionais.
  • Limitação: colonização proximal frequente em VM pode não representar infecção verdadeira → risco de ATB desnecessário e seleção de MDR.
  • Ferramentas moleculares (PCR quantitativo) não bem validadas em aspirado traqueal.
  • Lavado broncoalveolar (LBA) com cultura quantitativa:
  • Melhor identificação de VAP verdadeira e otimização de escolha antibiótica.
  • Limitação: invasivo, requer broncoscópio e pessoal treinado, pode ser mal tolerado em hipoxemia grave.
  • Meta-análise (Berton et al., Cochrane 2014): técnicas invasivas vs minimamente invasivas NÃO melhoraram desfechos centrados no paciente.
  • Divergência de guidelines:
  • ATS/IDSA 2016: amostragem não invasiva (incluindo lavado bronquial não dirigido) com culturas semiquantitativas. Racional: menor risco, menor custo, acesso rápido → evitar atraso no início do ATB.
  • Meta-análise Daghmouri et al. (EClinicalMed 2023):
  • 5 ECRs comparando curso curto (7-8 dias) vs longo (10-15 dias).
  • Sem aumento de falha terapêutica no grupo curto.
  • Mais dias livres de ATB no grupo curto.
  • Evidência sólida inclusive em contexto de bacteremia (BALANCE, NEJM 2025: 7 vs 14 dias em bacteremia — sem diferença em desfechos).
  • REGARD-VAP (Lancet Respir Med 2024, Mo et al.):
  • ECR multicêntrico de não-inferioridade. Curso individualizado curto vs padrão (>7 dias).
  • Critérios para suspensão: resolução de febre + instabilidade hemodinâmica, mínimo determinado por cultura respiratória.
  • Sem crescimento na cultura: 3 dias.
  • Cultura com patógeno causal: 5 dias.
  • Refs

    Referências

    Conteúdo migrado do Central de Estudos (Blog Dr. Jackson Fuck, Notion).